Qual é o segredo duma longa vida? Será que está no nosso código genético? Será que é onde se vive ou como se vive? Alguma coisa que se faz ou que não se faz? Alguma coisa que se come ou que não se come?

Bioquímica e envelhecimento

As proteínas, nas suas múltiplas formas e funções, são as principais substâncias responsáveis pelas funções do dia a dia dos organismos vivos. Parece que algumas destas proteínas afetam o modo como envelhecemos e o quanto vivemos.

Radicais livres de oxigénio

Segundo a teoria do envelhecimento, as lesões causadas pelos radicais livres de oxigénio são responsáveis por muitas das mudanças que ocorrem no corpo humano. Os radicais livres de oxigénio têm, não só, sido implicados no envelhecimento, como também nas alterações degenerativas, incluindo cancro, aterosclerose, cataratas e doenças neuro degenerativas.

Os radicais livres de oxigénio lesionam as células e podem condicionar o envelhecimento dos tecidos e órgãos. Os radicais livres de oxigénio são um produto do metabolismo normal, produzido à medida que as células transformam a comida e o oxigénio em energia. Os radicais livres de oxigénio lesionam as proteínas, as membranas e os ácidos nucleicos, particularmente o DNA, incluindo o DNA mitocondrial, o órgão intracelular que produz energia.

Os antioxidantes como as vitaminas C e E, os ß-carotenos, as enzimas como o superóxidodismutase (SOD), a catálase e o glutatião peroxidase, são a defesa do organismo contra os radicais livres de oxigénio. Eles previnem a maioria, embora não todos, os danos oxidativos. Pouco a pouco a lesões acumulam-se e deterioram os tecidos e órgãos.

Um japonês viveu 120 anos e 237 dias. Tanto quanto sabemos, é o mais longe que um ser humano alguma vez viveu. Morreu de pneumonia em 1986!

A maioria dos médicos gerontologistas diz que o segredo está, provavelmente, tanto na herança genética como no ambiente e no estilo de vida. Mas os gerontologistas também colocam outras questões, um pouco mais difíceis de responder:

Se o homem de 120 anos não tivesse finalmente sucumbido à pneumonia, será que ele teria vivido mais anos? Ou estava ele a aproximar-se de algum limite biológico, intrínseco, intransponível? Será que existe um máximo de vida humana para além da qual não se consegue viver, independentemente de quão favorável podem ser os seus genes ou o ambiente que o rodeia?

E independentemente de existir ou não esse limite, o que acontece à medida que envelhecemos? Qual a dinâmica desse processo? E como é que essa dinâmica condiciona o nosso tempo de vida, tornando-o mais curto, médio ou longo? E se percebermos a dinâmica, será que seremos capazes de a utilizar para estender a vida de todos até aos 120 anos ou mais?

E finalmente, a pergunta não menos importante: Como podemos utilizar esses conhecimentos para lutar contra as doenças e morbilidades associadas à velhice, para garantir que este período de vida é saudável, ativo e independente?

Diríamos que de uma forma muito simples: hoje temos noção que os permanentes avanços da ciência médica têm produzido um significativo aumento do tempo médio de vida das pessoas. Este facto vai ter progressos ainda mais significativos, nos tempos que se avizinham, uma vez conjugados com a filosofia e qualidade de vida das pessoas, contribuindo comprovadamente para um aumento da esperança de vida.

Alicerçando estes dois vetores sociais e científicos numa prática de vida com uma alimentação equilibrada e combate ao sedentarismo, praticando uma atividade desportiva, e fazendo regularmente os seus exames de diagnóstico sob orientação do seu médico, podemos afirmar, sem grande margem de erro, que muito em breve teremos o record do nosso amigo japonês ultrapassado, levando a que o conceito anti-aging seja cada vez mais um objetivo presente e alcançável no nosso dia a dia.

Por Germano de Sousa

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