Valerianela, milho
salada, alface-cordeirinho, alface-de-coelho, alface-de-cordeiro, alface-de-terra, saboia, valeriana-hortense,
valerianinha, fetticus, alface-do-campo, rapunzel e
alface-de-ovelha
(ou cordeiro) são algumas das designação atribuídas à valeriana.

Este último nome é
utilizado em Inglaterra porque as
ovelhas gostam muito deste tipo de
folhas.

Trata-se de uma pequena planta
anual que pode atingir 30 cm de
altura, com folhas em forma de espátula
que podem alcançar entre oito a 15,5 cm
de comprimento. É cultivada desde
o tempo dos romanos, sendo a maioria
das novas cultivares híbridas, provenientes
da variedade V locusta. A
valerianela era utilizada por camponeses
europeus, até que o jardineiro
real do rei Luís XIV a apresentou ao
mundo. Também tem sido utilizada
como alimento no reino britânico há
muitos séculos e já aparece no herbário
de John Gerard, médico e botânico
inglês que viveu entre 1545 e 1611, em 1597. Mas só se tornou comercial
em 1980.

Esta planta era muito
consumida no inverno, como salada
de inverno, pelos alemães, franceses
e italianos. O nome comum, salada de milho, é utilizado porque aparecia
muito nos campos de milho, depois das
colheitas. As suas flores aparecem em abril e maio e são hemafroditas, sendo a planta autofértil. Para se desenvolver necessita de solo pouco húmido a seco, bem
drenado, apesar de se adaptar a muitos tipos de
solos. O pH deve ser de
7-7,5.

Utilização

A valeriana é rica em vitamina
C, A, betacaroteno, vitamina B6 e B9, vitamina
E, ómega 3, ferro, caliço e fibra. A melhor época de consumo é no inverno e no princípio
da primavera.
Pode ser usada na salada com outros legumes,
por vezes é utilizada em omeletas.
Também é cozinhada com espinafres.

Conselhos de cultivo

Em determinados locais, esta erva pode ser considerada uma infestante mas,
se conseguir distingui-la, pode sempre aproveitá-la. Não deixe a planta formar
sementes, a não ser que as queira colher, pois tem tendência para auto semear-se
por todo o lado. É uma excelente planta para substituir a alface no inverno e
adapta-se bem a baixas temperaturas.

Texto: Pedro Rau (engenheiro hortifrutícola)

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