Substituir a alimentação tradicional por refeições hipocalóricas, pobres em açúcares e gorduras e ricas em proteínas de alto valor biológico é o princípio base do método de emagrecimento Lev. O objetivo, conta Tiago Morim, nutricionista, é «promover uma perda de peso rápida e eficaz, sem deteriorar o património muscular. Assim que são implementadas, por serem pobres em calorias, as refeições Lev induzem no organismo a necessidade de se socorrer das reservas de gordura como moeda de troca, para que sejam mantidas as suas funções habituais».

A ação deste método, que envolve quatro etapas, já foi avaliada num estudo realizado por investigadores da Universidade da Beira Interior, em 40 obesos. Tiago Morim revela as conclusões científicas então apuradas e que chegam a atingir os 20 quilos no prazo médio de oito semanas.

O que distingue o método Lev das dietas híper proteicas comuns?

O método Lev é um tratamento de aporte proteico. Com base nas informações recolhidas na primeira consulta, é calculada com exatidão a quantidade de proteína que cada individuo deve ingerir e, consequentemente, distribuída pelo número de refeições por dia. Assim, não existe sobrecarga para os rins e fígado, ao contrário das dietas híper proteicas comuns.

Há outras vantagens?

A enorme variedade alimentar que consegue oferecer, que se torna impossível nas outras abordagens. Mais importante, no método Lev é prescrita suplementação vitamínica e mineral que garante um estado nutricional otimizado, situação que raramente acontece nas abordagens dietéticas tradicionais.

E o que diferencia este método das restantes dietas hipocalóricas?

As diferenças mais relevantes estão na elevada velocidade de perda de peso, na ausência de fome e na manutenção da tonicidade muscular e cutânea, que acontece no método Lev. Na dieta hipocalórica está documentada uma perda entre metade a um quarto de massa magra, a saciedade é muito baixa e, devido à perda ponderal lenta, acarreta uma baixa motivação.

O que revelam os estudos sobre a eficácia do método Lev?

Os estudos já realizados foram muito claros nesse sentido. Numa população de obesos, a média de perda de peso rondou os 20 quilos em cerca de quatro meses, o que se traduziu numa franca melhoria da qualidade de vida destes indivíduos. Na população em causa, que é fortemente castigada com patologias associadas ao excesso de peso (diabetes, colesterol elevado, triglicerídeos elevados, hipertensão arterial, entre outros), todos os parâmetros bioquímicos foram rapidamente normalizados e a medicação habitual foi diminuída ou mesmo suprimida.

Foram identificados riscos para a saúde?

A triagem destes pacientes é fundamental para que não sejam incluídos os indivíduos de risco. Assim sendo, não foram relatados quaisquer efeitos adversos do tratamento.

Veja na página seguinte: O perfil de quem pretende aderir a este método

Qual deve ser o perfil de quem pretende aderir a este método?

Condição fundamental é a motivação, que tentamos avaliar na primeira abordagem. Em termos clínicos, todos os indivíduos com excesso de peso/obesidade, diabéticos, hipertensos, com o colesterol e/ou triglicerídeos elevados, e mesmo pessoas apenas com excesso de massa gorda e/ou celulite, são candidatos a este método.

Em que casos está contraindicado?

Todos os indivíduos com patologias em que os órgãos reguladores do emagrecimento estejam comprometidos devem ser excluídos, por exemplo, insuficientes renais ou hepáticos, insuficientes cardíacos, pessoas com distúrbios tiroideos não controlados e diabéticos que façam terapia com insulina. As grávidas e lactantes também ficam excluídas, porque não devem, à partida, ter grandes restrições alimentares, pois poderão pôr em causa a qualidade do leite materno.

Homens e mulheres emagrecem de forma diferente?

No estudo clínico, realizado em 2008, sobre o método Lev concluiu-se que a média de perda de peso foi de 20,6 quilos, no caso dos homens, e de 22,5quilos no caso das mulheres. Os voluntários do sexo masculino reduziram 17,4 cm do perímetro da cintura, mais um centímetro do que o sexo oposto. Habitualmente, existem diferenças no seguimento do método Lev entre os sexos no que toca ao número de refeições a ingerir por dia e na suplementação em ácidos gordos essenciais.

É habitual que a perda de peso, no caso do homem, seja mais rápida devido ao facto de, no género masculino, haver maior gasto energético. As necessidades nutricionais serão obrigatoriamente diferentes entre indivíduos, géneros, idades e historial clínico. Daí a necessidade de estabelecer planos personalizados de tratamento.

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