“Ainda recentemente recebi [uma] informação de professora de uma universidade que centenas de alunos [chineses e de Macau] estão a regressar a Portugal. As informações que nós temos é que essas pessoas chegam a Portugal e vão imediatamente para os locais onde vivem e para as universidades, e [de que] não há qualquer tipo de rastreio”, salientou José Pereira Coutinho em declarações à Lusa.

Aquele que é também o único deputado português na Assembleia Legislativa (AL) de Macau afirmou que, “a ser assim, é um perigo” já que se tratam de pessoas oriundas de zonas de risco em termos de propagação do vírus, que já infetou mais de 28 mil indivíduos e, por isso “podem ser portadoras do coronavírus”.

“Faço aqui um alerta às autoridades portuguesas para que façam o rastreio ainda no aeroporto para despistar aqueles que estejam saudáveis e os outros que seja necessário estarem em quarentena”, acrescentou.

O conselheiro defendeu ainda que, “de uma maneira geral, todos aqueles que vêm da China devem estar sujeitos a quarentena”.

O primeiro caso de infeção do novo coronavírus em Macau já teve alta médica, disse hoje à Lusa fonte dos Serviços de Saúde do território.

A turista chinesa, de 52 anos, que tinha entrado no território em 19 de janeiro, encontrava-se internada no Centro Hospitalar Conde de São Januário desde 21 de janeiro.

Com esta decisão, Macau passa de dez para nove casos confirmados.

O Governo de Macau enviou milhares de funcionários públicos para casa, onde continuam a trabalhar, mas à distância, outra das soluções para combater os perigos do surto que começou numa cidade do centro da China, Wuhan, capital da província de Hubei.

Macau fechou os casinos e anunciou o encerramento de espaços culturais e desportivos, bem como de todo o tipo de negócios, o que praticamente está a paralisar a economia.

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