Os dados foram hoje apresentados pelo médico António Araújo no Fórum do Medicamento, que decorreu em Lisboa, e respeitam a uma comparação entre o primeiro trimestre de 2018 e o primeiro trimestre deste ano.

Num ano, a demora média entre a primeira consulta no hospital e o início do tratamento passou de 103 dias para 76 dias.

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Também o período entre o diagnóstico e o tratamento apresentou, num ano, uma redução superior a 10 dias: passou de uma demora média de 52 dias para uma demora de 40 dias.

“Se aqueles 103 dias se passavam no meu hospital em 2018, imagem o que se passará em hospitais mais periféricos”, afirmou António Araújo, que além de médico do Centro Hospitalar do Porto é o representante da Ordem dos Médicos na região Norte.

O projeto da “Via Verde do Cancro do Pulmão” foi concebido no Centro Hospitalar do Porto e passou pela definição de períodos de tempo considerados ideias entre os vários fluxos que os doentes têm de percorrer ou passar.

Depois, foi necessário envolver os vários serviços hospitalares (como radiologia, pneumologia ou meios complementares de diagnóstico) para melhorar o fluxo dos doentes e dos processos.

“Ainda temos muito caminho a percorrer, mas isto pode permitir-nos fazer um diagnóstico mais precoce e iniciar mais cedo o tratamento. Pode permitir, sem gastar dinheiro em inovação ter doentes em estádios mais precoces e tratá-los de uma forma melhor, concedendo mais tempo de vida”, resumiu António Araújo.

A Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares tem defendido a criação de vias verdes na oncologia como forma de reduzir o tempo entre o diagnóstico de cancro e o início do tratamento.

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