Num requerimento entregue pelo deputado Luís Ferreira, os Verdes referem a saída de três clínicos por aposentação - que deixa cerca de 65% da população da cidade de Almeirim sem médico de família, segundo dados do município -, e a saída, no final de dezembro, da médica que dava consultas uma vez por semana na extensão de saúde da Raposa.

O partido considera “manifestamente insuficiente” que o aviso para a contratação de médicos emitido pelo Ministério da Saúde no passado dia 24 de dezembro apenas preveja a colocação de dois médicos no Agrupamento de Centros de Saúde da Lezíria (ACES Lezíria), distribuídos por Almeirim e Rio Maior.

No requerimento, os Verdes perguntam em concreto quantos são os utentes do concelho de Almeirim sem médico de família, se já foi avaliada a possibilidade de abertura de mais concursos para recrutamento de clínicos e que outras medidas podem ser tomadas para colmatar a falta de médicos no concelho.

Numa resposta a questões colocadas pela agência Lusa sobre a prestação de cuidados na área abrangida pelo ACES Lezíria, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) afirma que os concelhos onde a necessidade de médicos de família é mais sentida são os de Almeirim, Rio Maior e Salvaterra de Magos, onde se poderão vir a aposentar dois médicos.

A ARSLVT assegura que “diariamente é desenvolvido um trabalho contínuo para dar resposta a todas as necessidades da população”, havendo, além de consultas programadas, a preocupação de resposta a casos de doença aguda.

Nesse sentido, afirma, existem Unidades de Saúde que funcionam até às 22:00, outras até às 24:00 ou mesmo em períodos durante o fim de semana e feriados.

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