15 de abril de 2013 - 16h47
O Movimento dos Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) de Santarém exigiu hoje à administração do hospital local explicações sobre a falta de medicamentos para tratamentos oncológicos, mas o diretor da instituição assegura que o produto em falta foi reposto.
“Temos recebido denúncias devidamente identificadas de doentes oncológicos que se queixam de, durante o tratamento, não terem tido acesso a medicamentos. Exigimos hoje uma reunião urgente para que a administração do Hospital de Santarém clarifique a situação”, disse à Lusa Augusto Figueiredo, do MUSP de Santarém.
O administrador do Hospital Distrital de Santarém, José Josué, admitiu hoje à agência Lusa ter havido “uma rutura de stocks de um medicamento, a nível internacional”, que esteve na base da situação divulgada pelos utentes.
Este responsável esclareceu, no entanto, que “não se trata de um medicamento para o tratamento oncológico, mas sim se um adjuvante da terapêutica [ácido fólico], cuja não administração não compromete o tratamento”.
O MUSP exige “a clarificação total de situação que está a afetar pessoas que estão entre a vida e a morte”, considerando “inaceitável que quer em Santarém quer noutros pontos do país se ponham em causa os direito essenciais dos doentes”.
Na reunião pedida hoje, o MUSP pretende obter esclarecimentos sobre “a falta de médicos e de enfermeiros”.
O MUSP pretende agendar também uma reunião com o sindicato dos enfermeiros, para “conhecer o número exato de enfermeiros em falta no hospital”.
À Lusa o administrador do hospital confirmou que aguarda “o preenchimento de vagas em vários serviços, entre os quais oncologia, oftalmologia e gastroenterologia”, cujos concursos se encontram a decorrer.
Lusa

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