Em comunicado, a CUSMT afirma que, em reunião realizada a semana passada com a administração do CHMT, foi informada de que o internamento em Cardiologia, “com redução do número de camas, passa de Torres Novas para Abrantes”, mantendo-se na unidade de Torres Novas as consultas, com horário alargado, os diagnósticos e a colocação de pacemaker em ambulatório.

Estes serviços poderão vir a estender-se à unidade de Tomar (que, com as de Torres Novas e Abrantes, integra o CHMT), adianta a nota.

A CUSMT afirma ter sido informada nessa reunião “de que havia grande atraso nas primeiras consultas para Cardiologia e dificuldades nos atendimentos de urgência”, situações que “derivam dos constrangimentos existentes com a concentração das Urgências em Abrantes e com a escassez de médicos cardiologistas”.

A comissão afirma ainda esperar que, “tão breve quanto possível, as enfermarias deixadas vagas por Cardiologia em Torres Novas sejam ocupadas com doentes de Medicina Interna (vindos do hospital Santarém) e que em setembro o bloco cirúrgico comece a funcionar, para reduzir as listas de espera cirúrgicas que são um drama no Serviço Nacional de Saúde”.

O Hospital de Santarém anunciou a semana passada que quer reforçar o internamento com 28 camas a instalar no Hospital de Torres Novas, em condições que deverão ser definidas ao longo deste mês.

Por outro lado, o presidente da Câmara de Torres Novas emitiu um comunicado na sexta-feira em que afirma a convicção, decorrente das reuniões realizadas com o CHMT e a tutela, de que o hospital da cidade irá manter “todas as valências hospitalares, incluindo a Cardiologia, salientando-se ainda a reativação do Bloco Operatório”.

Nessas reuniões têm sido “aprofundados temas como capacidade espacial de cada hospital, maior garantia de melhoramento das diversas valências hospitalares, redução das listas de espera e resposta para todos os internamentos necessários”, afirmava a nota assinada por Pedro Ferreira.

A CUSMT adianta no comunicado emitido hoje que irá pedir nova reunião à administração do CHMT no final de agosto “para análise dos resultados alcançados com a reorganização em curso”.

“Esperemos que no futuro se concretizem os objetivos anunciados: mais consultas para reduzir o tempo de espera para a primeira consulta, diagnósticos mais rápidos, melhor atendimento e atenção à recuperação dos doentes, melhor atendimento nos casos urgentes e recuperação da idoneidade formativa", sublinha.

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