“Nem um xarope para a tosse receita, manda fazer vapores de eucalipto e põe-nos fora da porta”, queixava-se uma utente.

Avelino Reis, presidente da Junta de Fradelos, disse à Lusa que os utentes se queixam “constantemente” da médica, a única a prestar serviço naquela extensão, alegando, nomeadamente, que ela não prescreve os medicamentos de que necessitam nem vê os exames que levam de outros médicos.

“Dizem, também, que a médica não tem modos na forma como os atende, que chega a ser rude, que os põe fora da porta”, acrescentou o autarca.

Segundo Avelino Reis, a médica em causa está naquela extensão “há poucos meses”, tendo substituído uma outra “de que os utentes gostavam muito”.

“O povo estava habituado a uma certa forma de tratamento e agora estranha”, afirmou, dando conta de que ainda na segunda-feira “os ânimos se exaltaram” entre uma utente e a médica, por esta alegadamente não a querer atender.

Hoje, e ainda segundo o autarca, a médica chegou à extensão de saúde para trabalhar mas “acabou por dar meia volta e ir para trás, ao ver o aglomerado de pessoas que a esperavam”.

Avelino Reis assegurou que a Junta de Freguesia já fez chegar as queixas dos utentes ao Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Famalicão.

A Lusa contactou o ACES, que remeteu para o gabinete de comunicação da Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN).

O gabinete de comunicação da ARSN lembrou que o protesto de hoje terá juntado apenas meia centena de pessoas, quando aquela unidade serve “mais de 2.000 utentes”.

“De qualquer das formas, estamos em contacto com o ACES de Famalicão para vermos o que se passa”, acrescentou a fonte.

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