"Criamos um produto que alia uma aplicação para ´smartphones´ e um site a um dispositivo médico, que pode ser controlado tanto pelo site como pela aplicação", explicou hoje à agência Lusa Inês Santos, a porta-voz do grupo de seis estudantes da Faculdade de Farmácia e da Faculdade de Ciências, da Universidade de Lisboa.

O utilizador pode pesquisar, dependendo da zona do corpo que lesionou, qual o tipo de tratamento mais adequado e selecionar no dispositivo esse tratamento, acrescentou.

Este projeto ganhou a 5.ª edição do Angelini University Award, um concurso anual organizado pela Angelini Farmacêutica com o tema "Melhor Desporto, Melhor Saúde", que distingue projetos académicos de novos produtos ou serviços com contributo para uma prática desportiva mais adequada e eficaz e, consequentemente, para melhorar a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

O vencedor recebe um prémio no valor total de nove mil euros, entre uma bolsa de estudo de seis mil euros ao grupo vencedor e uma bolsa de investigação no valor de três mil euros para o docente que acompanhou o grupo na realização do projeto.

Inês Santos referiu que o dispostivo "é aplicado em forma de banda a diferentes zonas do corpo e tem diferentes tamanhos, para pernas, braços, diversas zonas musculares e articulações".

No interior do dispositivo existem "dois circuitos, muito simples, independentes, um de aquecimento e outro de arrefecimento, que vão gerar ciclos de quente e frio, geralmente o tipo de tratamento mais usual para lesões deste tipo", avançou a estudante.

O produto, com uma dimensão de 40 por 20 centímetros, também pode incorporar materiais complementares, como pensos transdérmicos com substâncias ativas na dosagem adequada, analgésicos para ajudar na recuperação e diminuir a dor.

Abrangendo somente lesões simples, por enquanto, o dispositivo é portátil e versátil, controlado por ´smartphone´, e permite a pré-definição do tipo de tratamento, o controlo da temperatura dos ciclos, do tempo que demoram e do número de ciclos, para personalizar o aparelho.

Agora os estudantes, que receberam o prémio na quinta-feira, vão construir um protótipo, avaliar as capacidades técnicas do produto e melhorar a sua eficiência, depois vão tentar comercializar o seu dispositivo.

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