
A comissão de trabalhadores do Instituto Nacional de Emergência Médica esteve hoje de manhã reunida para debater uma proposta da direção do instituto, numa altura em os trabalhadores estão desde o início do mês sem cumprir trabalho extraordinário.
Em declarações à agência Lusa, Rui Gonçalves, representante da comissão de trabalhadores, disse que foi decidido que os trabalhadores do INEM de Lisboa só voltam a fazer trabalho extraordinário se houver garantias por parte do Ministério da Saúde relativamente à homologação da carreira de técnico de emergência e sobre a reposição de 35 horas de trabalho semanais.
Pretendem ainda garantias da tutela em relação aos pagamento de acordo com a lei do trabalho extraordinário, a constituição de um seguro de acidentes de trabalho e obras em bases do INEM que estejam necessitadas.
Os técnicos de ambulância de emergência do INEM estão desde o início do mês a recusar fazer horas extraordinárias, o que, segundo o sindicato do setor, pode pôr em causa a prestação de socorro especialmente na área de Lisboa.
Os técnicos queixam-se de sobrecarga de trabalho e da falta de pagamento de subsídios e horas extra, além de mais cortes no salário.
“Só voltamos a fazer trabalho extraordinário com estas garantias por parte do Ministério da Saúde”, disse Rui Gonçalves, acrescentando que, por agora, esta decisão se restringe aos trabalhadores de Lisboa, mas que pode ser alargada ao resto do país a partir de dia 24 deste mês, altura para a qual está marcado um pré-aviso de greve nacional ao trabalho extraordinário.
Sobre a proposta da direção do INEM para os meios da Grande Lisboa, a comissão de trabalhadores decidiu rejeitá-la.
Na assembleia-geral, os trabalhadores decidiram ainda apresentar uma queixa na Inspeção-geral das Finanças sobre o que consideram ser eventuais ilegalidades na elaboração de escalas, por não cumprimento de descanso e por pagamentos inadequados.
Os trabalhadores voltaram a pedir a demissão do presidente do INEM, Paulo Campos, e deliberaram pedir ao conselho diretivo do instituto que altere a forma de comunicação com os trabalhadores.
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