12 de fevereiro de 2013 - 10h26
A IBM colocou o supercomputador Watson a trabalhar na luta contra o cancro, no que descreveu como o primeiro programa comercial deste tipo a usar "dados maciços" com o objetivo de ajudar pacientes que sofrem da doença.
A gigante americana da informática revelou a iniciativa na semana passada, juntamente com a seguradora WellPoint e o centro de tratamento Memorial Sloan-Kettering, de Nova Iorque.
O supercomputador analisou 600 mil amostras médicas e 2 milhões de páginas de 42 publicações médicas e testes clínicos de investigações na área da oncologia.
A utilização do supercomputador visa acelerar a forma como os dados são processados, com o objetivo de se “realizar um melhor diagnóstico e tratamento", explicou Craigh Thomson, presidente do centro Sloan-Kettering, cita a agência France Presse.
"Podem passar-se anos até que as últimas novidades em oncologia alcancem todos os centros de saúde", assinalou. "A combinação de tecnologias encontradas no Watson com as nossas análises sobre o cancro e o processo de tomada de decisões têm o potencial de revolucionar o acesso à informação para o tratamento em comunidades de todo o país e do mundo", acrescentou.
A IBM anunciou pela primeira vez a parceria com a WellPoint em 2011, e, no ano passado, começou a receber dados deste centro nova-iorquino especializado na doença.
A primeira aplicação trabalhará 1.500 casos de cancro do pulmão, para os quais médicos e analistas programaram o Watson de maneira a extrair e interpretar notas físicas, resultados de laboratório e análises clínicas.
"O trabalho da IBM com a WellPoint e com o Memorial Sloan-Kettering provam mais uma vez que a tecnologia aliada à medicina podem transformar a forma como se pratica o atendimento médico", comentou Manoj Saxena, da IBM.
SAPO Saúde com AFP

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