
Segundo a publicação do INE “Causas de morte 2013”, as mortes por doença representaram 96% do total de óbitos registados no país em 2013 (106.876) e as causas externas de lesão e envenenamento foram responsáveis por quatro por cento dos óbitos.
No conjunto das causas de morte externas de lesão e envenenamento, evidenciaram-se as lesões auto provocadas intencionalmente (suicídios), que provocaram 1.053 mortes em 2013, menos 2,1% face a 2012, correspondendo a 1% do total de mortes no país.
Cerca de 80% das mortes por suicídio “foram de homens (812), apurando-se uma relação de 336,9 óbitos masculinos por 100 femininos, e correspondendo a 1,5% do total de óbitos de homens no país”, refere o INE.
Quanto à região onde os suicídios foram cometidos, verificou-se que o maior número de óbitos ocorreu na Área Metropolitana de Lisboa (24,1%).
A idade média ao óbito foi de 59,9 anos, semelhante para os dois sexos (59,6 para os homens e 60,7 para as mulheres).
Os dados do INE indicam também que as mortes por perturbações mentais e do comportamento corresponderam a 2,1% da mortalidade no país em 2013.
Nesse ano, foram registados 2.223 óbitos por perturbações mentais e do comportamento, com maior expressão nas mulheres (60%).
A idade média das pessoas que faleceram devido a estas causas foi de 83 anos, mais elevada nas mulheres (85,1 anos) do que nos homens (79,8 anos).
O INE refere que este conjunto de doenças atinge sobretudo as idades mais avançadas - apenas 9% dos óbitos ocorreram antes dos 70 anos em 2013 – o que explica o número de anos potenciais de vida perdidos ser relativamente baixo (2.528 anos), correspondendo a uma taxa de 28,2 anos por 100 mil habitantes.
No conjunto das mortes provocadas por perturbações mentais e do comportamento, 91,4% corresponderam a mortes por demência (2.032 óbitos).
As causas de morte externas de lesão e envenenamento causaram 4.227 óbitos em 2013, o que representou um aumento de 6,9% face a 2012 (3 955).
Quase 70% do total destas mortes foram de homens, com uma relação de 200,9 óbitos masculinos por 100 femininos.
A idade média ao óbito devido a estas causas foi de 65 anos, bastante mais elevada para as mulheres (72,3 anos) do que para os homens (61,4 anos).
Por outro lado, sublinha o INE, “trata-se de um conjunto de causas que, quando comparado com as restantes, afeta relativamente mais as idades prematuras (43,4% dos falecidos tinham menos de 65 anos)”.
O número de anos potenciais de vida perdidos foi 46.519 e a taxa de anos potenciais de vida perdidos foi de 518,6 anos por 100 mil habitantes.
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