Aos 31 anos, Ricardo descobriu que tinha leucemia das células pilosas, considerada na altura um tipo muito raro de leucemia. “Em 2004, quando me foi diagnosticada leucemia, uma das promessas que fiz a mim mesmo caso vencesse o cancro foi que iria caminhar até Fátima”. Determinado a cumprir a promessa este ano, decidiu apoiar um projeto com o qual se identificasse e angariar fundos.

“Na semana que estive em tratamentos observei as dificuldades que os pais de crianças em tratamento tinham para estar com eles. Muitos com poucas possibilidades para suportar as despesas por estar longe de cada e poder acompanhar os filhos numa altura em que mais precisa”, recorda o empresário residente em Lagos.

Como tal, no momento de escolher uma causa para apoiar, “a escolha recaiu naturalmente sobre a APCL. A casa de acolhimento relacionava-se perfeitamente com o que assisti quando fiz os meus tratamentos e esta era a oportunidade para ajudar essas famílias”, refere Ricardo.

“É um enorme privilégio para a associação, doentes e famílias que apoiamos, poder contar com este gesto do Ricardo. Deixa-nos muito sensibilizados que a vitória do Ricardo contra leucemia tenha motivado algo tão importante como a angariação de fundos para a casa Porto Seguro, um projeto que está a agora a nascer e que carece de todas as ajudas possíveis”, refere Carlos Horta e Costa, Vice-Presidente da APCL.

Com partida marcada para 14 de maio e chegada prevista para 21 de maio, o percurso entre Lagos e Fátima totalizará mais de 340 quilómetros a pé. A iniciativa pode ser acompanhada nas páginas de Facebook e Instagram da APCL, assim como na Página de Facebook da própria ação. A campanha de angariação de fundos já está a decorrer e os donativos podem ser feitos através da plataforma Go Fund Me: http://gofund.me/93caf6b7

O projeto “Casa Porto Seguro” da APCL consiste numa casa de acolhimento em Lisboa destinada a doentes hemato-oncológicos, a transplantar ou em fase de terapêutica, e respetivo agregado familiar, para que durante o período de tratamentos e isolamento inerente à recuperação do doente, criança ou adulto, a família possa estar próximo e acompanhar, proporcionando assim o suporte emocional fundamental à recuperação. Será a primeira casa de acolhimento para o efeito na capital.

“Este projeto de cariz social partiu da necessidade crescente que a Associação sentiu de apoiar famílias carenciadas com necessidade de se deslocar a outra cidade para se submeter a um transplante de medula óssea ou para acompanhar um familiar nessas circunstâncias”, destaca o Vice-Presidente da APCL.

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