"Há um problema óbvio de subsistência e de sustentabilidade das unidades de longa duração e há muitas misericórdias que só têm isso. Temos lá muitas pessoas que são casos sociais que não deviam de lá estar (...)", disse à agência Lusa, Manuel Lemos.

O presidente da UMP falava em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, onde decorreu a reunião do Conselho Nacional, após o qual os intervenientes visitaram algumas das habitações recuperadas que tinham sido afetadas pelos incêndios do verão passado na região.

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"Temos casos paliativos muito pesados (...). A rede [cuidados continuados] é muito pequena, devia ter 15 mil camas em 2016 e tem pouco mais de oito mil em 2018. Cada vez vão casos mais pesados para a longa duração", sublinhou.

Diálogo aberto com o Governo

Manuel Lemos adiantou que a UMP está em "diálogo aberto" com o Governo e adiantou que este não é um problema das misericórdias, mas sim do país.

"Devo dizer que o ministro da Saúde está muito atento. O país tem que fazer opções. Se as pessoas não ficarem connosco, a 80 ou a 60 euros/dia, vão ficar num hospital a 300 euros/dia ou então vão morrer para as suas casas. Não há volta a dar. Vamos ter que encontrar uma solução equilibrada", sustentou.

O presidente da UMP defende o estabelecimento de um plano coerente de alargamento da rede e explicou que o problema não passa por construir mais unidades, mas sim mantê-las.

“É um problema estrutural, um pilar fundamental do Serviço Nacional de Saúde (SNS). As misericórdias vão ter que aumentar a rede para, mesmo aqueles que ideologicamente suportam o SNS, perceberem que têm que fazer uma opção: ou a ideologia ou as pessoas. Provavelmente vão escolher as pessoas. É nisso que eu acredito", concluiu.

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