O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e o Sindicato dos Médicos da Zona Sul enviaram na terça-feira uma carta ao provedor da Santa Casa (SCML), Pedro Santana Lopes, manifestando incompreensão pela "recusa" em conversações formais ou informais, no âmbito do processo negocial para celebrar um acordo de empresa para os médicos que exercem funções na SCML.

Na carta, a que a agência Lusa teve acesso, os médicos recordam que esteve agendada uma reunião para outubro de 2014, tendo a Santa Casa pedido o seu adiamento. Passados nove meses, "não foi agendada nova reunião, nem dada qualquer resposta".

Para os sindicatos, esta atitude é "incompreensível" e configura um "desinteresse" ou mesmo uma "fuga" ao diálogo social.

Na carta, os representantes dos sindicatos médicos recordam que os trabalhos de negociação para celebrar um acordo de empresa com os trabalhadores médicos da Santa Casa tiveram início em 2006.

"Caso não seja agendada nova reunião de mesa negocial do acordo de empresa, no prazo de 10 dias, e estando, nessa hipótese, irremediavelmente posto em causa o princípio da boa fé na negociação, os sindicatos signatários irão requerer a intervenção da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, com vista à resolução do referido conflito", lê-se na carta.

Os sindicatos ameaçam desta forma pedir a intervenção de uma entidade externa para conciliação neste conflito coletivo de trabalho.

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