Em entrevista à agência Lusa, Jorge Roque da Cunha, recentemente reeleito no cargo para o triénio 2015/18, lembrou que a agressão contra os profissionais médicos é um “crime semipúblico”.

“Basta haver uma queixa para que passe a haver o desenvolvimento do processo no Ministério Público, o que é positivo”, afirmou.

Em 2014 foram registados 531 casos de violência contra profissionais de saúde. Em 2013 tinham sido notificados 202 casos.

Jorge Roque da Cunha acredita que estes casos devem ser muitos mais do que os reportados.

“São processos burocráticos e uma coisa que não é agradável. Além disso, os doentes não desaparecem”, reforçou.

O sindicalista defende “uma restrição ou um acesso condicionado” para o agressor. Outra hipótese que Jorge Roque da Cunha admite é “uma pena violenta”.

“Um impedimento não é possível. Não podemos, por muito que isso custe à pessoa que foi agredida - verbalmente ou fisicamente”, acrescentou.

O secretário-geral do SIM defende formas de os médicos desenvolverem técnicas para que estas situações limite não aconteçam e que estes possam “aperceberem-se rapidamente dos sinais de alarme para pedir ajuda aos colegas dos centros de saúde”.

Segundo a Direção-Geral de Saúde (DGS), só em janeiro deste ano foram reportadas 33 notificações de violência contra profissionais de saúde no local de trabalho.

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