Segundo informação da Universidade Rovira e Virgili (URV), citada pela agência de notícias espanhola EFE, o trabalho de investigação foi realizado em conjunto com a Universidade de Saarland, na Alemanha, tendo constatado que uma nanopartícula pode atravessar uma membrana em milissegundos.

Os cientistas observaram também, e quantificaram, o exato momento em que uma nanopartícula de ouro supera as células de barreira protetoras, como a bicamada lipídica, e consegue atravessar a membrana. Sugerem, por isso, que se revejam as normas de segurança dos nanomateriais e que se abra o debate sobre a nanotoxicidade.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os nanomateriais fazem parte de mais de 1.300 produtos comerciais, desde cosméticos, alimentos, roupa, pneumáticos ou betão.

Poucos conhecimentos sobre riscos para a saúde

A forma como as nanopartículas interagem com os tecidos e com as barreiras humanas, incluindo as membranas celulares, não é ainda suficientemente conhecida.

Por exemplo, as nanopartículas dos cremes não atravessam a pele, mas podem entrar no corpo através dos pulmões ou das capas mucosas.

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Por outro lado, estas partículas minúsculas movem-se muito rápido e como os processos associados duram apenas umas frações de segundo, as medidas protetoras também devem ser rápidas.

Tendo isto como ponto de partida, a equipa de investigação de física teórica da URV desenhou um projeto para investigar precisamente a interação entre as nanopartículas e as membranas lipídicas.

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