A redução entrou em vigor em janeiro e abrange os fármacos prescritos no âmbito do Serviço Nacional de Saúde e com comparticipação do Estado. Os preços só foram atualizados no início de março, para que as farmácias e armazenistas pudessem escoar o stock de fármacos.

A descida do preço dos medicamentos enquadra-se na revisão que Portugal faz todos os anos e que tem como base a comparação com os valores praticados noutros países da União Europeia. Neste ano, Portugal foi objeto de comparação com Espanha, França e Eslovénia.

Segundo avançou o Infarmed ao jornal Público, este ano “desceram de preço aproximadamente 1000 medicamentos", o que corresponde a "25% do universo de medicamentos objeto de revisão".

No total, são comercializados cerca de 16 mil fármacos em Portugal, mas nem todos se incluíram na revisão.

O Infarmed indica que a poupança na aquisição dos medicamentos pode representar cerca de 15 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde e de 7 milhões de euros para o utente.

Em termos de redução no preço absoluto, a tabela é encabeçada pelo riluzol, um fármaco para a esclerose lateral amiotrófica, que custa agora menos 87 euros, uma descida na ordem dos 30%. O valor anterior do fármaco superava os 113 euros.

Na terça-feira, um estudo da Nova Information Management School deu conta que 16% dos portugueses têm dificuldades em comprar todos os medicamentos prescritos pelo mesmo médico no último ano.

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