Trabalhos precedentes já haviam revelado a efetividade desta técnica para desativar o plasmódio e outros agentes patogénicos, entre eles o HIV e os vírus da hepatite B e C in vitro, mas o estudo publicado esta sexta-feira na revista médica The Lancet é o primeiro que revela o potencial desta técnica em condições reais de transfusão.

O estudo, efetuado com recetores de transfusão de sangue em Gana, revela que este tratamento do sangue "reduz seriamente" o risco de transmissão de malária, sem chegar a eliminá-lo. Esta tecnologia também pode ajudar a eliminar do sangue os vírus da SIDA, hepatite B e C, Ébola e Zika.

No total, 65 pacientes não portadores de malária foram selecionados para transfusão no teste clínico. Uma parte do grupo recebeu sangue tratado com raios ultravioleta e vitamina B2 e a outra parte recebeu sangue não tratado.

Do primeiro grupo, 4% acabou por contrair malária, enquanto que no segundo grupo aumentou para 22%, destaca o estudo.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no ano passado ocorreram 214 milhões de casos de malária, com 438 mil óbitos, 90% na África subsaariana.

A malária é geralmente transmitida através da picada de um mosquito, mas também pode ser transmitida através de transfusão de sangue.

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