"Apesar de aplaudir este passo importante na descarbonização dos transportes, a Quercus considera que o plano da Comissão Europeia peca por não alargar essa mesma ambição a setores largamente poluentes, como a aviação e o transporte marítimo internacional", salientou a associação de defesa do ambiente.

A Comissão Europeia anunciou na quarta-feira as novas metas para as emissões de gases com efeito de estufa, apontando para Portugal uma redução de 17%, para o período após 2020, face aos valores de 2005, em setores que não são cobertos pelo mercado europeu do carbono, contribuindo para uma descida global de cerca de 30% na União Europeia (UE).

Os valores propostos abrangem setores que não estão cobertos pelo Comércio Europeu de Licenças de Emissões (CELE) de gases com efeito de estufa, como a construção, a agricultura, a gestão dos resíduos e os transportes.

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A redução de emissões de gases com efeito de estufa, como o dióxido de carbono, é essencial na luta contra as alterações climáticas que resultam no aumento da frequência de fenómenos extremos de calor, com secas, ou de chuva, provocando cheias ou inundações.

Para os ambientalistas, a estratégia europeia para descarbonizar os transportes, com novos padrões de eficiência de combustível, e emissões associadas, para os automóveis, após 2020, "darão uma ajuda fundamental para que os Estados-membros cumpram as respetivas metas climáticas para 2030".

A Quercus realça a introdução de limites de emissões para os camiões europeus, como já acontece em países como EUA, Japão ou Canadá, já que os padrões de eficiência de utilização de combustível nestes veículos estavam estagnados "há mais de 20 anos".

É ainda apontado como positivo o compromisso da Comissão Europeia de atuar nos transportes no sentido de estabelecer um sistema de portagens para veículos pesados, atendendo à eficiência no consumo de combustível, medida que, segundo a associação, pode resultar em maior competitividade dos carros elétricos.

Na lista de alterações, tem igualmente o apoio da Quercus o compromisso para a eliminação gradual dos biocombustíveis de produção agrícola.

No entanto, realça, "as reduções das emissões nos veículos rodoviários acabam por ser 'anuladas' pelo aumento das emissões dos aviões e do transporte marítimo, onde não tem havido nenhuma ambição ou ação eficaz da UE".

"É particularmente decepcionante que a Comissão Europeia não tenha proposto qualquer medida significativa para revitalizar o transporte ferroviário de passageiros, fundamental na descarbonização e eletrificação dos transportes", salienta a associação.

Alertou ainda que o plano da Comissão Europeia "é bom, mas só irá funcionar se houver capacidade de passar das promessas à ação".

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