Os eurodeputados rejeitaram, assim, o veto recomendado pela comissão parlamentar à iniciativa acordada entre a Comissão Europeia e os Estados membros para fixar novos limites de emissões de óxido de azoto, no âmbito de um futuro sistema de homologação com base em condições reais de condução e não em laboratório.

A comissária responsável pelo mercado interno, Elzbieta Bienkowska, comentou que a iniciativa contemplou as críticas feitas inicialmente e garantiu um novo processo de homologação mais próximo da realidade.

Depois do escândalo da manipulação de resultados de emissões nos Estados Unidos pela Volkswagen, as autoridades europeias chegaram a acordo, em outubro, para serem introduzidos novos testes.

As futuras regras devem ser aplicadas a partir de setembro de 2017 em novos modelos e dois anos mais tarde em todas as viaturas novas.

Porém, os fabricantes contrapuseram a impossibilidade de respeitar os limites das emissões até estas datas e sob as novas condições e o acordo é que possam ultrapassar as emissões em 110%.

Após a objeção, decorreram negociações entre a Comissão Europeia e os Estados-Membros, que “deram resultados”, pelo que agora há “compromissos claros” sobre uma “cláusula de revisão, com um calendário preciso, de modo a baixar os valores-limite para os níveis que foram acordados pelos colegisladores”, comentou, por seu lado, o presidente da comissão parlamentar do Ambiente, Giovanni La Via.

O eurodeputado italiano saudou assim a “decisão responsável do plenário”, que permitirá avançar no processo.

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