À agência Lusa, esta unidade de saúde sediada na Covilhã, distrito de Castelo Branco, especifica que o projeto teve início em julho de 2017 e já abrangeu 37 doentes com insuficiência cardíaca crónica, sendo que atualmente estão a ser acompanhados 27 utentes.

Com a designação de Telemonitorização de Doentes em Insuficiência Cardíaca Crónica (ICC), este projeto é liderado médico cardiologista Luís Oliveira e tem como principais objetivos "a deteção precoce de complicações ou episódios de descompensação, a melhoria da evolução da doença - monitorizando a adesão ao tratamento e seus efeitos - e a prevenção de hospitalizações e a redução de custos em saúde".

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Segundo o CHUCB, "até ao momento, a telemonitorização domiciliária já provou ter efeitos positivos na diminuição do recurso aos meios hospitalares e na melhoria da qualidade de vida dos doentes".

"Após o primeiro ano de implementação, os resultados de saúde alcançados são evidenciados pela diminuição de internamentos, redução de dias de internamento e redução de episódios de urgência", acrescenta a informação.

Desenvolvido por uma equipa multidisciplinar, o ICC abrange doentes com insuficiência cardíaca crónica do universo de doentes seguidos pelo Serviço de Cardiologia do CHUC.

Estes doentes são acompanhados continuamente nos seus domicílios, onde realizam diariamente medições de diversos parâmetros, o que permite detetar precocemente alterações na sua condição de saúde e atuar atempadamente.

"A cada utente é entregue um ‘kit' de monitorização composto por um ‘tablet' e um conjunto de equipamentos de medição (oxímetro, termómetro, esfigmomanómetro, balança e pedómetro/monitor de atividade física)", além de que é garantido a todos os doentes "acompanhamento inicial e formação no uso e colocação dos referidos dispositivos médicos, por forma a poderem realizar a monitorização diária dos respetivos parâmetros".

A informação do CHUCB explica que todos os equipamentos, com exceção do termómetro, possuem capacidade "Bluetooth", e que a monitorização das medições efetuadas pelos doentes e pelos dispositivos com "Bluetooth" é supervisionada diariamente por um centro de triagem e monitorização que, além da verificação dos dados, tem implementado um protocolo personalizado, criado pelos médicos do CHUCB, por forma a fazer a despistagem de sintomas de alerta para a evolução do estado da ICC.

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Entre as vantagens apontadas está o facto de esta metodologia aproximar "a ligação entre os profissionais de saúde e os doentes, aumentando a capacidade de monitorização remota do doente e uma gestão personalizada de casos de alto risco/crónicos, através do acesso a mais e melhor informação sobre a evolução do estado de saúde do doente, verificando-se assim uma efetiva melhoria da informação clínica".

O papel ativo do doente é igualmente destacado, uma vez que este passa a reconhecer/identificar o seu estado de saúde, o que tem impacto efetivo no estilo de vida e na autogestão da sua condição crónica.

Este projeto do CHUCB foi recentemente distinguido com um prémio Investir em Saúde 2019", na categoria de "Modelos Centrados no Doente".

O prémio "Investir em Saúde 2019" foi atribuído durante a quarta edição da conferência "Investir em Saúde: Financiar Anos de Vida" que se realizou, no dia 02, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, com o objetivo de reconhecer e premiar as boas práticas na saúde, e resulta de uma iniciativa da Cofina, com o apoio da Janssen e da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares.

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