O trabalho, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier, da Universidade Nova, mostra como o gene evoluiu, os mecanismos envolvidos e o número de vezes que a resistência emergiu de forma independente, explica o organismo em comunicado.

O Instituto lembra a capacidade de as bactérias se tornarem resistentes aos antibióticos, o que acontece pela aquisição de um gene, o mecA, que evoluiu de um gene inofensivo e “cuja presença permite às bactérias continuarem a multiplicar-se mesmo na presença deste antibiótico”.

O trabalho “demonstra que o uso de antibióticos no tratamento de infeções e como aditivos na alimentação de animais de produção para consumo humano” foi o que mais contribuiu “para a evolução do gene inofensivo para a versão que permite resistir aos antibióticos”.

“O objetivo deste estudo foi o de identificar os passos do processo de evolução que permitiram que um gene inofensivo em bactérias as tornasse resistentes aos antibióticos da família das penicilinas”, disse Maria Miragaia, a investigadora responsável pelo projeto e que, citada no comunicado, sublinha a importância do controlo no uso de antibióticos para limitar e prevenir novos genes de resistência.

O trabalho foi feito em colaboração entre a Nova e instituições suíças, dinamarquesas, inglesas e norte-americanas.

Alerta da OMS

A Organização Mundial de Saúde (OMS) já advertiu que a resistência antimicrobiana pode resultar "num regresso à era pré-antibióticos", em que infeções de cura fácil podem tornar-se fatais.

Segundo a OMS, se nada for feito, numa era pós-antibiótico, infeções comuns ou pequenos ferimentos vão tornar-se mortais, uma vez que as bactérias podem desenvolver resistência aos fármacos quando as pessoas tomam doses incorretas de antibióticos ou quando os manipulam incorretamente.

De acordo com a OMS, estirpes de bactérias resistentes podem ser contraídas diretamente a partir de animais, água, ar ou do contacto com outras pessoas

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