A cerimónia conta com a presença do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, e do ministro da Saúde, Paulo Macedo, e enquadra-se no programa de cooperação que Portugal está a desenvolver com a Guiné-Bissau para a prevenção da doença do vírus Ébola.

Conjuntamente com o laboratório móvel, para a capital guineense viajará, igualmente, uma equipa multidisciplinar que irá proceder à montagem e operacionalização daquele equipamento, e também à formação de pessoal especializado.

Apesar de afetar países vizinhos, o surto de Ébola que há cerca de um ano eclodiu na África Ocidental não chegou à Guiné-Bissau, país onde vivem entre seis a sete mil portugueses e que mantém trânsito semanal de pessoas e bens com Portugal.

O vírus continua afastado, mas há fragilidades, como a falta de um laboratório para análises ao sangue de pessoas suspeitas de estarem infetadas: se um dia for necessário avaliar um caso desta forma (o que ainda não aconteceu), as amostras têm de ser enviadas para Dacar, capital do Senegal.

Neste cenário, a demora na obtenção de resultados pode comprometer a contenção do vírus.

Perante o contexto, Portugal assumiu o compromisso de disponibilizar uma parcela de 200 mil euros para combate ao Ébola a entregar à Organização Mundial de Saúde (OMS) e atribuir outra fatia de 550 mil euros para aquisição e instalação de um laboratório e mobilização das respetivas equipas médicas, disse em janeiro passado à Lusa o embaixador de Portugal em Bissau, António Leão Rocha.

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