“Só posso lamentar que seja sempre esta parte do território nacional a sofrer em primeiro lugar as consequências da falta de meios. Se o problema é o pagamento de horas extraordinárias, o município de Mogadouro está disposto a ajudar a resolver o problema”, disse António Pimentel.

De acordo com o autarca social-democrata, a saúde para o concelho de Mogadouro, no distrito de Bragança, “será sempre uma prioridade”.

“Assim como apoiamos uma equipa de apoio à demência e uma outra ao nível dos cuidados paliativos, não nos colocamos de parte para apoiar o serviço prestado pela ambulância de Serviço Imediato de Vida (SIV)”, frisou António Pimentel.

O município de Mogadouro mostrou igualmente disponibilidade para que, dentro da legalidade, se possa efetuar um protocolo com a Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste para a instalação de uma Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), neste concelho.

“Já me reuni com o presidente da ULS Nordeste para se estabelecer um protocolo, para a eventual colocação de uma VMER em Mogadouro, estando o município disponível para comparticipar financeiramente este serviço de emergência medica”, enfatizou António Pimentel.

A ambulância de Suporte Imediato de Vida (SIV) de Mogadouro esteve inoperacional desde terça-feira à noite até às 08:00 de hoje por falta de técnicos, adiantou à Lusa fonte do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH).

“Os técnicos de emergência pré-hospitalar deste meio já atingiram o limite do trabalho extraordinário e não conseguiram encontrar mais ninguém que estivesse disponível, daí esta falta de meios a sentir-se na SIV”, explicou esta madrugada o presidente do sindicato, Rui Lázaro.

A previsão é que a SIV de Mogadouro volte a estar encerrada também no sábado e domingo, pois a escala para estes dias “ainda não está preenchida até ao momento”.

A ambulância cobre os concelhos de Mogadouro, Miranda do Douro, Vimioso, Freixo de Espada à Cinta e Alfândega da Fé, todos na parte sul do distrito de Bragança.

A SIV de Mogadouro está em funcionamento desde 2012 e esta foi a primeira vez em 10 anos que foi encerrada, salientou o dirigente sindical.

“Com o encerramento destas ambulâncias a população fica entregue à sua sorte”, alertou o sindicalista, acrescentando que além de Mogadouro há “muitas vilas e cidades pequenas também na mesma situação”, em risco de encerramento das ambulâncias SIV.

O presidente do STEPH explicou que até ao momento as escalas têm sido colmatadas até ao limite do trabalho extraordinário e que há inclusive técnicos que já ultrapassaram esse limite e que se “arriscam a trabalhar e depois a não receber as horas efetivamente realizadas”.

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