“A batalha no combate à vespa velutina, que o Serviço Municipal de Proteção Civil de Mira e a equipa de sapadores florestais têm empreendido desde 2015, tem sido hercúlea, abnegada e digna de registo e reconhecimento por todos”, refere o presidente do município, Raul Almeida.

Para combater “a praga”, Mira investiu numa plataforma elevatória e num conjunto de varas extensíveis que permitem injetar os ninhos “com inseticida de efeito ativo para voadoras e larvas”, com espetro de ação de longa duração.

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“Em termos de segurança, o município realizou um investimento considerável em fatos de proteção específicos para o exercício desta atividade, tendo disponibilizado ainda aos seus colaboradores possibilidades formativas na aplicação de fitofármacos e sobre a vespa velutina”, refere o autarca.

A estratégia tem sido, desde o início, de deteção e exterminação dos ninhos no próprio dia, ou num prazo máximo de 24 horas. Ninhos dentro de imóveis são considerados como “situação como prioridade extrema”, sendo imediatamente destruídos.

“Da partilha de experiencias e conhecimentos, começa-se a chegar a um outro paradigma que vai para além da intervenção de extermínio de ninhos. A captura de vespas fundadoras e de vespas obreiras, utilizando armadilhas, é outra iniciativa que, em situações de avistamentos, os serviços estão a intervir, com a construção e colocação de armadilhas”, refere a autarquia.

Mira pretende espalhar estas armadilhas por todo o concelho, com a ajuda da comunidade escolar, como tem sido feito noutros concelhos, como a Mealhada, onde os alunos estão envolvidos num projeto de construção de pequenas ratoeiras para as vespas velutinas.

A vespa velutina é uma espécie asiática característica de regiões tropicais e subtropicais do norte da Índia ao leste da China, Indochina e ao arquipélago da Indonésia, sendo a sua existência reportada desde 2011 na região norte de Portugal.

A velutina distingue-se da espécie europeia Vespa crabro pela coloração do abdómen, que é predominantemente de cor preta, ao contrário da europeia, onde prevalece a cor amarela.

O Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas tem alertado para os efeitos da presença desta espécie não indígena, sobretudo na apicultura, por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas.

A vespa asiática constitui também uma ameaça para a saúde pública, reagindo modo bastante agressivo quando sem tem os ninhos ameaçados, “incluindo perseguições até algumas centenas de metros”.

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