"Os internos vão passar a ser proibidos de fazer mais de 12 horas de trabalho contínuo, nomeadamente em urgência. E os diretores de serviço e diretores clínicos ficam proibidos de os escalar para mais horas", diz o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), José Manuel Silva, em declarações ao Diário de Notícias.

Segundo este jornal, a OM aprovou um novo regulamento que limita as horas de trabalho dos internos e que define que os médicos em formação só podem ficar sozinhos depois dos primeiros anos de internato. Quem não cumprir as regras "pode sofrer sanções disciplinares, porque este regulamento tem força de lei", assevera o bastonário.

O regulamento relativo ao trabalho durante o internato médico foi trabalhado em conjunto pela OM e pelo Conselho Nacional do Internato Médico (CNIM).

"Um marco histórico da defesa da Qualidade do Internato Médico, na preservação da saúde física e mental dos Internos e no reconhecimento da Dignidade e exigência da profissão médica", comenta o bastonário na sua página do Facebook.

O documento final foi aprovado pelo Conselho Nacional Executivo da Ordem, devendo entrar em vigor ainda este mês.

"Isto clarifica o funcionamento dos serviços e protege os internos, que são o elo mais frágil. Porque fazer 24 horas implica grande cansaço físico e mental e põe em causa a formação", afirma José Manuel Silva.

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