Os dados constam de uma nova plataforma hoje lançada pela Direção-geral da Saúde – “O ‘Dashboard’ da Mortalidade”, que tem informação centralizada sobre os óbitos em Portugal, permitindo cruzar vários indicadores e obter, por exemplo, as causas específicas de morte.

O último ano com dados disponíveis até ao momento é o de 2017, quando, em termos de mortalidade prematura, se registaram 23.306 óbitos em pessoas com menos de 70 anos, mais de 20% do total da mortalidade, o que está em linha com os números registados desde 2014.

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Este número absoluto de mortes representa uma taxa de mortalidade de 2,67 por cada mil pessoas, dentro do grupo de pessoas até aos 70 anos.

Doenças oncológicas e do aparelho circulatório são a principal causa

Das mais de 23 mil mortes prematuras, o maior número de casos é por doenças oncológicas (mais de 5.600), seguido por doenças ou problemas do aparelho circulatório.

No grupo das pessoas até aos 70 anos, as doenças atribuídas à área da saúde mental foram responsáveis em 2017 por cerca de 2.100 mortes: 1.450 devido a doenças por consumo excessivo de álcool e 723 por suicídio.

A mortalidade prematura afeta mais homens do que mulheres, com uma taxa de 3,7 em mil para o sexo masculino e de 1,7 no sexo feminino.

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Os dados referentes ao ano de 2018 ainda devem demorar algum tempo a estar compilados, segundo explicaram hoje aos jornalistas responsáveis da divisão de informação e análise da Direção-geral da Saúde (DGS).

Esta ferramenta da mortalidade permite cruzar dados que respondam a perguntas como “do que se morre mais em Portugal” ou “como varia a taxa de mortalidade neonatal com a duração da gravidez ou com o peso à nascença”.

A plataforma integra dados do Instituto Nacional de Estatística e do sistema de informação dos certificados de óbito.

Depois desta primeira plataforma com dados sobre mortalidade, a Direção-geral da Saúde (DGS) conta lançar outras ferramentas similares para outras áreas, como as doenças respiratórias, a diabetes e o Plano Nacional de Saúde, como adiantou hoje aos jornalistas a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

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