O vice-presidente-madrileno, Ignacio Aguado, anunciou que a região, atual epicentro da pandemia na Espanha, pedirá formalmente, esta quinta-feira (24), numa reunião com representantes do governo central "apoio logístico militar urgente para a (...) realização de testes e trabalhos básicos de desinfecção" nos bairros mais afetados.

Durante a primeira onda da pandemia, que atingiu duramente a Espanha, o Exército fez em todo país trabalhos de apoio e desinfeção.

Aguado indicou que Madrid pedirá o envio de mais de 220 policiais para garantir o cumprimento de quarentenas e impor multas às pessoas que descumprirem as restrições à mobilidade. Desde segunda-feira, a medida já tem sido aplicada a cerca de 850.000 pessoas em várias zonas da região, sobretudo em bairros mais carentes do sul da capital.

Também pedirá que o governo facilite a recontratação de 300 médicos estrangeiros "que estiveram a trabalhar durante a primeira onda da pandemia em Madrid", completou a autoridade regional.

Compromisso "já"

Madrid espera que o governo "se comprometa já", para que estes reforços estejam operacionais na próxima segunda-feira, acrescentou Aguado. Na segunda passada, o chefe de Governo Pedro Sánchez reuniu com a presidente regional Isabel Díaz Ayuso para lhe oferecer apoio.

Momentos antes, o vice-ministro regional da Saúde, Antonio Zapatero, antecipou, que serão anunciadas na sexta-feira novas medidas de restrição de mobilidade. Isso significará que a população poderá sair dos seus bairros apenas para trabalhar, ir ao médico ou levar os filhos à escola.

Segundo ele, os dados epidemiológicos estão a ser "estudados e analisados" e as novas áreas serão anunciadas na manhã de sexta-feira.

Madrid "tem uma situação de crescimento sustentado" da epidemia, reconheceu Zapatero, acrescentando que, ainda assim, pretende-se "evitar o confinamento de Madrid", devido às "trágicas consequências para os setores económicos e sociais".

Esse foi o impacto decorrente dessa medida imposta no período de março a junho, quando todos os espanhóis estiveram sob um estrito confinamento que permitiu controlar a primeira onda do vírus.

Na terça-feira, o ministro espanhol da Saúde, Salvador Illa, recomendou que toda a população da região de Madrid, de 6,6 milhões de habitantes, limitasse os seus movimentos ao "essencial", já que a situação na capital é a " mais preocupante "do país.

Madrid acumulou mais de 202.600 casos confirmados e 9.129 mortes durante a pandemia. Em ambos os casos, isso representa um terço do total de Espanha.

As áreas com limitação da mobilidade - onde também são mantidos fechados os parques, e bares e restaurantes têm capacidade e horários limitados - apresentam uma incidência nos últimos 14 dias de mais de 1.000 casos por cada 100.000 habitantes, triplicando o registro no conjunto do território.

A Espanha é um dos países europeus mais afetados pela pandemia da COVID-19.

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