O anúncio da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) surge na sequência de denúncias feitas na terça-feira pela Associação Nacional de Cuidados Continuados (ANCC) sobre alegadas pressões exercidas nos hospitais para não referenciação de utentes para unidade de Cuidados Continuados.

Num comunicado hoje divulgado, a ARSLVT afirma que “vai continuar a abrir novos lugares em Cuidados Continuados Integrados (CCI)” e reafirmar “o seu compromisso com a população que serve, no sentido de permitir o acesso de todos os utentes com necessidades de cuidados de saúde e de apoio social de forma continuada e integrada”.

15 doenças que ainda não têm cura
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Neste sentido, lembra a aposta no reforço dos cuidados continuados integrados na região, que se traduziu na abertura, este ano, de 76 novas camas de cuidados continuados nas várias tipologias (longa duração, média duração e convalescença), prevendo-se a abertura de mais 254 lugares até ao final do ano.

“De facto, ainda no ano passado foram criados os Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental, o que permitiu alargar a área de intervenção às pessoas com problemas do foro mental”, sublinha no comunicado.

Aumento de 14,5%

No total, existem neste momento na região de Lisboa e Vale do Tejo, 2.349 camas de cuidados continuados integrados, das quais 106 lugares de Saúde Mental, mais 3,3% face a 2017, um aumento que será de 14,5% até ao final do ano.

Para a ARSLVT, estes dados comprovam “o trabalho desenvolvido para dar resposta às necessidades dos cidadãos em lista de espera/inscritos na Rede de CCI” e que inclui contactos permanentes com entidades diversas para que se possa aumentar a oferta, considerando a crescente procura.

Também têm sido realizadas diversas ações junto de hospitais e dos seus profissionais de saúde, “fomentando as boas práticas de referenciação”, que tiveram um “impacto positivo” no aumento o número de referenciações: mais 18,9% no primeiro semestre de 2018 face ao período homólogo de 2017.

Ao nível dos cuidados continuados domiciliários, afirma que tem “sido intensamente promovida a prestação de cuidados em casa do doente como alternativa ao internamento”, sendo que atualmente a região tem 2.072 lugares de cuidados domiciliários integrados, envolvendo 59 equipas domiciliárias.

“O objetivo de aumento de lugares domiciliários tem exigido o reforço de profissionais e de recursos materiais, criando equipas em áreas atualmente não cobertas, aumentando os horários de atendimento e promovendo o estabelecimento de parcerias com diversas entidades existentes na comunidade”, refere no comunicado.

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