A utilização do preservativo está a diminuir entre os jovens, conclui o estudo "Jovens e Educação Sexual: Conhecimentos, Fontes, Recursos" do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, em conjunto com a Associação para o Planeamento da Família e o Centro Lusíada de Investigação em Serviço Social.

Os investigadores responsáveis pelo estudo, que é apresentado esta quinta-feira, indicam que apesar da grande maioria dos jovens continuar a utilizar o preservativo, nota-se uma tendência para uma menor utilização do mesmo, noticia hoje o Jornal de Notícias.

No ano passado, 88% dos rapazes inquiridos neste estudo disseram ter usado preservativo na primeira relação sexual, o que representa uma queda de nove pontos percentuais em relação aos resultados verificados em 2008.

Ainda segundo o mesmo estudo, mais de metade dos adolescentes numa relação que inclui sexo dizem não utilizar o preservativo sempre.

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Por outro lado, um quarto dos 2.319 jovens que responderam ao inquérito afirmam recorrer ao coito interrompido para evitar uma gravidez. Já 60% afirmam não usar pílula.

Entre os alunos do 10.º e 12.º anos de escolaridade que responderam ao inquérito conduzido entre fevereiro e junho de 2021, a maioria mostrou ter um nível de conhecimento bom ou muito bom sobre temas relacionados com a sexualidade (71,6%) e melhor ainda sobre sexualidade e sentimentos (84,6%).

No entanto, quando os investigadores olharam para os conhecimentos sobre contracetivos e infeções sexualmente transmissíveis, os resultados não foram tão positivos: Cerca de metade mostrou ter um nível de conhecimento médio e em quase um terço era mau.

Uso do preservativo em queda

Em fevereiro deste ano, a diretora do Programa Prioritário para a área das Infeções Sexualmente Transmissíveis e da Infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana da Direção-Geral da Saúde (DGS), Margarida Tavares, admitiu que a utilização do preservativo estava a diminuir em Portugal.

"É fulcral continuar a apostar no acesso gratuito e facilitado aos meios preventivos, como os preservativos", advertiu.

Segundo informação da DGS, o preservativo, quando utilizado corretamente e de forma consistente, é altamente eficaz na prevenção da transmissão sexual do VIH, o vírus que provoca a SIDA.

O preservativo é também eficaz como medida de prevenção de infeções sexualmente transmissíveis e gravidezes não desejadas.

Em 2018, foram diagnosticados 973 novos casos de infeção por VIH em Portugal, maioritariamente em indivíduos com idade igual ou superior a 15 anos (99,7%), sendo que 97,3% dos casos a transmissão ocorreu por via sexual.

Veja ainda: As 8 doenças sexualmente transmissíveis mais perigosas (e fáceis de apanhar)

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