Fonte ligada à iniciativa disse que o Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física (IAN-AF) é o primeiro estudo do género realizado desde 1980 e visa atualizar a informação recolhida nessa altura pelo Centro de Estudos de Nutrição do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Para obter os resultados pretendidos, vão ser inquiridas cerca de 5.000 pessoas, de idades compreendidas entre os três meses e os 84 anos, divididas por faixa etária e selecionadas aleatoriamente através do registo de utentes do Serviço Nacional de Saúde.

A mais-valia do projeto, para além da recolha de dados relevantes em saúde pública, é a "ideia de formar um sistema de vigilância” para "suportar aquilo que é o planeamento em saúde", disse à Lusa a investigadora do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto(ISPUP) que coordena o estudo, Carla Lopes.

Para a recolha dos dados, foi concebida uma plataforma eletrónica que permite "cumprir requisitos de complexidade metodológica na área alimentar", onde são inseridas as informações com base em instrumentos harmonizados de acordo com as recomendações da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos, que permitirá a comparação de dados com outros países europeus, acrescentou a investigadora.

Os objetivos principais do IAN-AF passam pela avaliação do consumo, segurança e insegurança alimentar (associada a fatores socioeconómicos) bem como a avaliação dos níveis de atividade física - inclui comportamentos sedentários e hábitos desportivos - e a caracterização das dimensões alimentares, de atividade física e antropométricas (peso, altura, perímetro da cintura e do braço) por região.

Com este inquérito, "pretende-se dar satisfação aos indicadores de saúde clássicos, mas também discutir com outros potenciais parceiros, como é o caso dos ministérios da Agricultura e do Mar, outros indicadores de sustentabilidade do sistema alimentar", indica Carla Lopes.

Os inquéritos são feitos nos centros de saúde por 40 profissionais, distribuídos por sete regiões, que fazem, em média, 100 entrevistas por dia.

Esta etapa é dividida em duas fases: na primeira, com duração de cerca de uma hora e 15 minutos, os utentes respondem a questões relacionadas com a alimentação, dados demográficos, comportamentos de saúde, atividade física e comportamentos sedentários, havendo, passados oito a quinze dias, uma segunda entrevista, de 30 minutos, que inclui também aspetos de insegurança alimentar.

A fase das entrevistas tem a duração de um ano – iniciou-se em outubro de 2015 e mantém-se até setembro de 2016 – para avaliar as variações sazonais nos hábitos alimentares e físicos da população, estando previsto que o relatório com os resultados obtidos seja apresentado no primeiro trimestre de 2017.

O projeto, onde estão envolvidos 13 investigadores nacionais principais e uma investigadora norueguesa, é coordenado pela Universidade do Porto, e conta com a participação das faculdades de Medicina, Nutrição e Desporto e Instituto de Saúde Pública da UPorto.

Participam ainda no projeto a Faculdade de Medicina e Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, a Faculdade de Medicina de Oslo, o INSA e a SILICOLIFE - empresa que se dedica à criação de soluções de Biologia Computacional para as Ciências da Vida -, com o apoio do programa EEAGrants - Iniciativas em Saúde Pública, cujo financiamento ronda os 750 mil euros.

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