A operação, que mobilizou as autoridades de 77 países entre dezembro de 2019 e junho de 2020, também resultou na apreensão de mais de 12.000 toneladas de mercadorias, avaliadas em 40 milhões de dólares, no desmantelamento de 19 organizações de crime organizado e na prisão de 407 pessoas.

Entre os produtos apreendidos estão produtos lácteos contaminados com bactérias, carne de animais mortos ilegalmente e produtos médicos falsificados, detalhou a agência com sede na França em comunicado.

Além dos falsos testes de COVID-19, os inspetores descobriram desinfetantes e até um carregamento de moluscos na África do Sul, originário da Ásia, que foi declarado como equipamento de proteção médica.

"Enquanto os países de todo o mundo continuam os seus esforços por conter a COVID-19, as redes criminosas que distribuem esses produtos potencialmente perigosos mostram a sua determinação em obter lucros", disse o secretário-geral da agência, Jurgen Stock, citado na nota.

As apreensões de alimentos vencidos ou com datas de validade alteradas foram significativamente maiores do que nas operações anteriores deste tipo, o que, segundo a agência, é possivelmente um sinal de que os criminosos estão a aproveitar a interrupção das redes de abastecimento causada pelo confinamento.

"A magnitude e a variedade de alimentos e bebidas apreendidos nesta operação servem para lembrar os cidadãos que devem estar atentos ao que compram e que é necessário que os órgãos responsáveis pela aplicação da lei continuem a vigiar e a agir", acrescentou o chefe da Interpol.

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