"A internet infelizmente possibilita a multiplicação de informações incorretas e ainda existem investigadores que desconhecem as substâncias científicas. Existe ciência por detrás do adoçante", garamte Maria Cecília Toledo, engenheira alimentar e doutorada em ciência alimentar pela Universidade Estadual de Campinas.

A investigadora explicou que, como aditivo alimentar, o edulcorante depende de muitas aprovações dos órgãos reguladores e que os comités científicos são rigorosos para avaliar os riscos desses produtos através de especificações de identidade e pureza, do perfil metabólico e de estudos toxicológicos, para garantir a segurança do produto para o consumidor. "Os adoçantes aprovados foram avaliados quanto à segurança e o peso das evidências científicas tem demonstrado que o consumo dentro das recomendações não representa risco para a saúde", disse Maria Cecília.

Estévia é menos segura

O mesmo não se passa com a estévia, um adoçante natural. Segundo esta engenheira alimentar, é mais fácil garantir a procedência e a segurança do produto industrializado do que dos adoçantes naturais que estão na moda, como a estévia, atualmente muito associada a dietas e a alimentação saudável mas sobre a qual existe pouco evidência científica. Para esta especialista, é mais fácil a estévia ser perigosa, do que um adoçante aprovado no mercado.

Por outro lado, as proibições de algumas substâncias em outros países, como do ciclamato nos Estados Unidos, é um problema internacional, ainda de acordo com Maria Cecília, "pois gera suspeitas baseadas em questões económicas e políticas, mas não necessariamente relacionadas com a segurança dos edulcorantes".

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A cientista lembra que os avanços tecnológicos e da engenharia genética caminham para a produção de edulcorantes naturais que poderão ser geneticamente modificados para serem oferecidos em larga escala.

"Algumas substâncias doces presentes na natureza estão disponíveis em quantidades muito pequenas e o processo para extraí-las é extremamente caro. Nem todas as moléculas que geram o sabor doce têm o melhor sabor e a engenharia genética seleciona as que têm o melhor sabor e sintetiza-as partir da fermentação com microrganismos geneticamente modificados", explicou.

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