A farmacêutica Inovio, cuja sede fica na cidade de San Diego, Estados Unidos, espera conseguir ter a vacina pronta para ser testada em humanos no início do verão de 2020.

O facto de as autoridades chinesas terem sido rápidas a divulgar o código genético do vírus - contrariamente ao que aconteceu em epidemias anteriores - ajudou os cientistas a determinar a origem do mesmo, as prováveis mutações e a perceber a melhor forma de desenvolver um instrumento preventivo eficaz: uma vacina.

Mapa interativo mostra em tempo real países afetados pelo coronavírus
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A vacina ainda não "nasceu", mas já tem nome: INO-4800.

"Assim que a China forneceu a sequência de ADN do vírus, conseguimos colocá-lo na tecnologia dos nossos computadores do laboratório e desenvolver o protótipo de uma vacina em apenas três horas", explicou à BBC Kate Broderick, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento daquela farmacêutica.

Caso os testes iniciais sejam bem sucedidos, seguir-se-ão testes em maior escala, idealmente na China.

"As nossas vacinas são inovadoras pois utilizam as sequências de ADN do vírus para atingir partes específicas do agente patogénico", organismo capaz de produzir doenças infecciosas aos seus hospedeiros, explicou a responsável da farmacêutica norte-americana.

"Depois, utilizamos as células do próprio paciente como uma fábrica para a vacina, fortalecendo os mecanismos de resposta naturais do corpo", acrescentou.

Esta quinta-feira, subiu para 170 o número de mortos causados pelo novo coronavírus na China, informaram as autoridades de saúde locais. O número total de pessoas infetadas até agora é de cerca de 7.700, superando assim a quantidade de contaminados pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em 2002-2003.

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