Essa é uma das três unidades tuteladas pelo CHEDV, à semelhança do que acontece com os hospitais da Feira e S. João da Madeira, e evidencia algumas fragilidades físicas, como Miguel Paiva constatou na visita desta manhã ao local.

"Cumprindo o que está previsto no plano de investimentos do CHEDV para 2015, iremos proceder a algumas intervenções de melhoria desta unidade", declarou o responsável pelo hospital. "Não são questões estruturais, mas há alguns aspetos que é necessário melhorar relativamente à área interior e exterior do edifício, com o objetivo de aumentar a qualidade de espaços que, objetivamente, não a têm", acrescenta.

Miguel Paiva prevê que a intervenção a iniciar ainda este verão "venha a envolver recursos entre os 50.000 e os 100.000 euros" e abranja sobretudo o edifício mais antigo do hospital, incidindo em situações como a impermeabilização de coberturas, a beneficiação das enfermarias e das áreas do serviço de imagiologia, a correção de fissuras nas paredes exteriores do imóvel e a regularização do piso da cafetaria.

"É uma intervenção que estimamos que irá melhorar bastante não só o aspeto visual do hospital, mas também a qualidade de vida dos nossos profissionais e da população que recorre a esta unidade", defende o administrador.

"Isto demonstra o compromisso que existe no CHEDV de entender os vários hospitais que gerimos como unidades de complementaridade importantes para o objetivo final assistencial que temos, que é o de servir estes cerca de 330.000 habitantes dos concelhos do Entre Douro e Vouga", realça.

Hermínio Loureiro, presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, considera que as obras anunciadas para o Hospital S. Miguel "podem ser de curta duração, mas são muito importantes na lógica de funcionamento da prestação dos cuidados de saúde prestados a quem recorre à unidade".

Otimizar espaços dentro da atual estrutura do hospital resultará, para o autarca, em tornar a unidade "mais confortável para quem a utiliza e mais segura para quem aí trabalha".

O presidente da Câmara elogia, por isso, a "estratégia de proximidade" demonstrada no novo investimento em causa. "Não é vulgar os diretores dos hospitais de referência terem este registo de proximidade e, apesar de Miguel Paiva estar há poucos meses na direção, já falei com ele mais vezes do que com a anterior administração do CHEDV, que esteve vários anos no cargo", explica.