Em declarações à Lusa, o presidente da estrutura explica que o objetivo é redimensionar essa valência para a população de cerca de 330.000 utentes que serve na atualidade, sublinhando que as suas condições físicas se mantêm inalteradas desde a inauguração da unidade, em 1999.

"Quando criaram o hospital, ele foi concebido para apenas 150.000 pessoas e hoje serve o dobro, pelo que já era mais do que tempo de se requalificar a urgência", defende Miguel Paiva.

"Vamos intervir nos seus atuais 1.500 metros quadrados e criar uma área com mais 400, que, funcionando como uma enfermaria de transição, também ficará afeta à urgência para lhe garantir uma melhor ligação ao serviço de internamento", revela.

O objetivo é implementar nessa valência médico-cirúrgica "novas abordagens em termos de dinâmica de trabalho e assegurar também uma maior proximidade entre médicos e pacientes".

As obras enquadram-se na estratégia geral de reestruturação a que o Hospital da Feira tem vindo a ser sujeito desde a tomada de posse da nova administração em fevereiro de 2015.

"Entrámos na sequência da grande crise que afetou a urgência do S. Sebastião, com o falecimento de doentes, reportagens alarmistas na televisão, etc., e o nosso foco inicial foi assegurar que o serviço pudesse responder às necessidades assistenciais dos seus 330.000 utentes", recorda Miguel Paiva.

A primeira etapa do processo consistiu no reforço das equipas de médicos, enfermeiros, administrativos e pessoal auxiliar, "o que implicou a contratação de vários profissionais", e a fase seguinte foi a reorganização das metodologias de trabalho adotadas no hospital, o que passou por medidas como a implementação de processos de gestão Lean, a redução de despesas e a melhoria da coordenação entre serviços.

"Este processo de reestruturação continua a decorrer, mas entretanto já mudámos muita coisa no serviço de urgência e há resultados concretos que o comprovam", afirma Miguel Paiva. "Houve uma grande redução no número de reclamações - menos 25% no primeiro semestre de 2016 comparativamente ao mesmo período de 2015 - e um inquérito de satisfação aos utentes demonstra que o atendimento melhorou 30% desde o início do processo", explica.

"O tempo de permanência total no hospital, desde a entrada do utente até ao momento em que ele tem alta, também registou uma redução na ordem dos 10%", acrescenta o administrador do CHEDV, a propósito dos cerca de 146.000 atendimentos efetuados anualmente pelo serviço.

Com o projeto de arquitetura concluído desde 2015, a requalificação da urgência do S. Sebastião foi objeto de uma candidatura a financiamento comunitário em maio deste ano e já foi aprovada uma comparticipação de 510.000 euros pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

"O resto será financiado com fundos próprios, que também já estão garantidos", declara o administrador do hospital.

Miguel Paiva pretende agora lançar o concurso público internacional para adjudicação da empreitada, que deverá arrancar ate final de 2016 e ficar concluída no prazo de um ano.

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