"Queria manifestar mais uma vez a nossa solidariedade e compreensão pela justa reivindicação do setor dos enfermeiros que têm sido, muitas vezes, mal considerados neste quadro de avanços, reposição de rendimentos e direitos", disse Jerónimo de Sousa.

O líder comunista respondia a questões de jornalistas à porta do Teatro de São Carlos, em Lisboa, após reunião com trabalhadores do Organismo de Produção Artística (Opart), nomeadamente bailarinos, músicos ou coralistas e cantores.

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O secretário-geral do PCP lamentou a "carência" de profissionais de saúde em geral e a necessidade de reforço do investimento nos serviços públicos nesta e outras áreas.

"Porque a luta é justa e os objetivos também e porque, estando a lutar pelos seu estatuto, dignidade e condições de trabalho, [os enfermeiros] também estão a defender o próprio Serviço Nacional de Saúde", justificou Jerónimo de Sousa.

Neste primeiro dia de paralisação, a adesão à greve situa-se nos 60 a 80%, existindo serviços totalmente paralisados devido a este protesto que não será único, caso o Governo não responda às reivindicações, segundo fonte sindical.

José Carlos Martins, dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), a paragem de dois dias, disse aos jornalistas que as consultas, alguns blocos operatórios e outros serviços programados estão a ser os mais afetados pela paralisação.

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