O governante, que falava na Comissão Parlamentar de Saúde, onde hoje foi ouvido durante cerca de quatro horas na sua primeira audição regimental, garantiu que o Governo está atento aos custos dos medicamentos, sublinhando que, em matéria de inflação, não há influência sobre os preços dos medicamentos.

"O problema dos medicamentos é outro: É saber se, em alguns casos, a degradação do seu preço não contribui para a sua carência no mercado", considerou o ministro.

E acrescentou: "Estamos a acompanhar isto com muito cuidado de forma a garantir que em 2023 não haverá agravamento de custos para os utilizadores, utilizando os diferentes mecanismos que nós temos de correção dos preços e trabalhando no estabelecimento de uma lista de medicamentos cuja criticidade é maior na sua ausência".

Em resposta às perguntas do deputado do PCP João Dias sobre as falhas de medicamentos nas farmácias, Manuel Pizarro disse que "há casos que não têm relevo para os doentes", insistindo: "Temos de separar o trigo do joio e tratar de forma diferente aquilo que é diferente".

"Podemos ter de fazer acertos nos preços (...) para os casos de medicamentos de maior criticidade. O que garanto é que o bolo global não aumentará encargos para as pessoas, nem para o Estado", garantiu.

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