Em declarações aos jornalistas no ‘briefing’ do Conselho de Ministros, que decorreu hoje em Lisboa, a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, foi questionada sobre a situação nas urgências – na terça-feira, registaram-se 14 horas de espera nas urgências do Hospital Santa Maria, em Lisboa – e sobre o facto de o Plano Estratégico do Ministério da Saúde, apresentado na quarta-feira, estar a ser criticado por alguns elementos do setor.

Na resposta, Vieira da Silva considerou que o tema “é recorrente” e disse ser “evidente que em qualquer período de outono e inverno” as necessidades “dos cidadãos aumentam em força da temperatura e de uma maior prevalência de algumas doenças, principalmente do foro respiratório”.

“Por isso existe uma resposta organizada, já ontem [quarta-feira] apresentada, que responde a esse reforço que todos os anos é feito da capacidade de resposta”, afirmou.

Mariana Vieira da Silva referiu ainda que existe “um trabalho em curso no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de reforço dos cuidados de saúde primários, tanto no que diz respeito à construção e melhoramento de centros de saúde, como no que diz respeito à descentralização de competências para as autarquias, que passam a ter também competência” na área da organização dos cuidados primários.

Apesar disso, a governante quis deixar a mensagem de que, “nos últimos dois anos”, as vantagens da utilização da linha telefónica SNS24 foram comprovadas, salientando que “esse deve ser sempre um recurso à disposição dos cidadãos e que é uma porta de entrada privilegiada no sistema”.

“Quanto ao mais, o Governo acompanha, a cada momento, a evolução da situação e vai definindo as medidas necessárias”, afirmou.

Durante o ‘briefing’, Mariana Vieira da Silva abordou ainda a operação, na quarta-feira, da Polícia Judiciária, que deteve 35 pessoas pertencentes a uma rede criminosa que contratava trabalhadores estrangeiros para agricultura no Baixo Alentejo.

Questionada sobre o que o Governo pretende fazer com os migrantes que estavam a ser escravizados, a ministra da Presidência referiu que esse tema não foi discutido no Conselho de Ministros, mas destacou que, no âmbito do PRR, há um “conjunto de investimentos para garantir que o Estado dispõe de uma resposta para situações de emergência e para situações de alojamento temporário”.

“Naturalmente, e como em outros casos passados, nunca deixaremos de acompanhar a situação das pessoas, mas eu não tenho nenhum dado adicional relativamente ao trabalho que está no terreno neste momento”, disse.

Mariana Vieira da Silva foi ainda questionada sobre se o Governo não teme que as relações entre Portugal e o Qatar possam ficar afetadas depois de, na quarta-feira, o ministério dos Negócios Estrangeiros qatari ter chamado o embaixador português em Doha, Paulo Pocinho, para explicar o que considerou serem “declarações hostis” de altas figuras do Estado.

Na resposta, a governante afirmou que não tinha “nada a acrescentar à declaração” feita esta manhã pelo ministério dos Negócios Estrangeiros português.

“Aquilo que havia a dizer, foi dito por comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros”, vincou.

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