Mariana Vieira da Silva, que coordena o capítulo das "Vulnerabilidades sociais" do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), documento que se encontra em consulta pública, afirma também que a prioridade do Governo passará por um reforço de investimentos nos cuidados de saúde primários.

Segundo a ministra da Presidência, o executivo identificou, também em resultado da atual pandemia de covid-19, "a necessidade de um esforço de construção de novas, de mais criativas respostas na área social que permitam nomeadamente o progressivo acompanhamento dos idosos nos seus domicílios".

O objetivo, especifica, é "olhar para os lares como algo que será sempre uma resposta necessária, uma resposta que pode ser melhorada, mas que pode ser complementada com uma resposta de proximidade" com a qual "todos ganharão muito, em particular os idosos, porque apesar de tudo permite uma capacidade de autonomia de vida bastante distinta".

Para a ministra da Presidência, há que "evitar um fenómeno que muitas vezes acontece: Por não terem um conjunto de apoios domiciliários, as pessoas precisam de ir para um lar, mesmo quando ainda podiam ter alguma autonomia se pudessem receber esses apoios".

"Precisamos destas diferentes respostas que não sejam só os lares, que possam ser centros de dia, centros de noite, cuidados domiciliários, diferentes formas de podermos acompanhar os mais velhos dando-lhes as respostas de que eles necessitam, mas podendo, sempre que possível, resistir até ao mais tarde possível a uma institucionalização que às vezes é precoce", refere Mariana Vieira da Silva.

Já o campo da Saúde, que tem no PRR uma verba de 1.383 milhões de euros, o objetivo do Governo "é o da concretização de algumas áreas da reforma do Serviço Nacional de Saúde (SNS) que estão em desenvolvimento," mas procurando-se agora "dar um passo significativo".

"Exemplo disso é o reforço dos cuidados primários, cuja reforma já foi lançada há bastantes anos, mas em que o Governo pretende fazer investimentos que permitam a um centro de saúde, ou um Unidade de Saúde Familiar, responder a mais problemas dos cidadãos. Queremos dar um avanço significativo na reforma da saúde mental e promover um reforço tecnológico ao nível da resposta do SNS", exemplifica.

Ainda de acordo com Mariana Vieira da Silva, com o PRR, o Governo procura "responder a problemas concretos que também foram muito revelados nesta pandemia de covid-19". "Fazem falta investimentos para que se possa aceder telefonicamente a todos os espaços da saúde - coisa que é mais fácil de fazer nos hospitais do que nos centros de saúde".

"Na rede de cuidados continuados, o objetivo é finalizar a rede. A perspetiva é identificar problemas, alguns deles estruturais e outros que foram muito agravados pela pandemia da covid-19. Esses investimentos têm de ser focados e passíveis de ser cumpridos num curto espaço de tempo", adverte.

No que respeita à vertente das qualificações, a ministra da Presidência afirma que o Governo tem como objetivo responder "a dimensões mais estruturais, mas, igualmente, a dimensões que decorrem mais do que aconteceu na pandemia e covid-19".

"Temos um conjunto de respostas que pretendem resolver problemas de emprego - mesmo que sejam menos visíveis do que nós inicialmente tínhamos previsto, ainda assim existem e são muito significativos. Procuramos ter aqui medidas para a criação de emprego sustentável e de apoio à criação de emprego sustentável. Mas também medidas que pretendam preparar melhor o país para um conjunto de desafios que temos pela frente nomeadamente na área da digitalização", acrescenta.

Neste ponto relativo às qualificações, Mariana Vieira da Silva destacou ainda a questão da "cooperação entre as instituições de ensino superior e outras instituições da administração pública e empresas para melhorar a formação profissional", assim como o combate às desigualdades entre mulheres e homens.

"A pandemia vai afetar ou está a afetar o emprego das mulheres de forma muito mais significativa do que o dos homens. E, portanto, apresentaremos medidas especificas que permitam combater estas desigualdades", aponta.

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