“Podemos falar em cerca de oito toneladas de bivalves apreendidos e também diverso material utilizado na apanha destes bivalves”, adiantou à Lusa o comandante da GNR do Montijo, Ricardo Samouqueiro, que coordenou a operação.

A GNR tinha o objetivo de detetar a captura ilegal de bivalves nesta zona proibida e, em simultâneo, identificar a eventual exploração de imigrantes em situação ilegal, algo que é “inerente à execução desta atividade”, segundo este responsável da GNR.

Desta forma, os militares identificaram cerca de 600 pessoas que se encontravam no local, das quais 210 eram estrangeiras e 35 foram “notificadas para abandonar o território nacional”, indicou Ricardo Samouqueiro.

Além disso foram detidas duas pessoas que “não tinham cumprido a ordem de abandono do território nacional quando notificadas pela Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF)”, permanecendo em situação irregular no país.

A GNR ainda está a apurar os dados finais sobre o número de multas aplicadas, mas Ricardo Samouqueiro avançou que foram “seguramente uma centena de autos de diversa índole”, não só pela apanha ilegal de bivalves, mas também por estacionamento abusivo em dunas e em zona pública.

“Todos aqueles que praticaram a apanha e foram identificados com amêijoa terão autos de contraordenação”, cujas coimas podem atingir os 3.750 euros, referiu.

A operação resultou ainda na suspensão da atividade de um estabelecimento na praia do Samouco.

“Acima de tudo a mensagem que gostaria de passar é que este tipo de bivalves, apanhados nesta zona em que é interdita, não sendo processados e não sendo sujeitos a um controlo higiossanitário, constitui-se como um perigo grande para a saúde pública”, frisou.

A operação foi organizada pela GNR, tendo começado pelas 13:00 com uma centena de militares, em colaboração com o SEF, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e a Autoridade para as Condições do Trabalho.

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