As exportações do setor da Saúde atingiram em 2014 os 1.162 milhões de euros, segundo cálculos do Health Cluster Portugal (HCP), com base em dados do INE. Comparativamente a 2008 – ano em que o HCP foi criado e a partir do qual estão disponíveis dados sistematizados – o aumento ascende a 85%.

O crescimento verificado em 2014 posiciona o setor da Saúde muito acima da média nacional nas exportações de bens, uma vez que, de acordo com o INE, no conjunto do ano as exportações portuguesas de bens aumentaram 1,9% face a 2013.

Os Estados Unidos da América lideram a lista dos principais destinos das exportações do setor da Saúde, com um aumento das vendas no último ano superior a 190%. Logo de seguida, com valores absolutos muito próximos, surge a Alemanha, que historicamente tem sido um dos principais mercados de destino, com números sempre em alta em anos recentes. Também com uma evolução positiva, seguem-se na lista os mercados de Angola e Reino Unido.

Segundo Luís Portela, Presidente da Direção do HCP, “o crescimento sustentado das exportações que o setor da Saúde tem vindo a registar ao longo dos últimos anos reflete o crescente reconhecimento da qualidade e da competitividade dos produtos ‘made in Portugal’, designadamente em alguns dos maiores e mais exigentes mercados a nível global, como são os EUA e a Alemanha”.

De notar que o valor de 1.162 milhões de euros alcançado em 2014 compreende a exportação de produtos farmacêuticos de base, de preparações farmacêuticas, de equipamentos de radiação, eletromedicina e eletroterapêutico, e de instrumentos e material médico-cirúrgico. Por não existir informação sistematizada, não são consideradas as vendas de empresas portuguesas sedeadas no estrangeiro, assim como de soluções de e-health, de serviços, e de componentes de plástico para incorporação em dispositivos – áreas nas quais Portugal afirmou já internacionalmente a sua excelência tecnológica e de inovação.

Como objetivos para o setor da Saúde, o HCP estima, até 2020, perfazer o lançamento de 5 novos fármacos e de 50 dispositivos médicos e métodos de diagnóstico “made in Portugal”, e alcançar os 3 mil milhões de euros de volume de negócios, dos quais mais de dois terços representarão exportações.

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