Segundo o seu modelo matemático, a próxima grande pandemia de Zika não deve ocorrer até daqui a dez anos, mas é possível que surjam pequenos focos pontuais.

A atual epidemia no continente latino-americano - sobretudo no Brasil com mais de 1,5 milhões de pessoas infetadas - não pode ser contida pelos meios de controlo existentes, concluíram os cientistas do Imperial College em Londres, cujo trabalho aparece na publicação americana Science.

"As nossas análises sugerem que a propagação da infeção pelo Zika não pode ser contida e a epidemia vai acabar por ela mesma daqui a dois ou três anos", explicou o professor Neil Ferguson, da faculdade de Saúde Pública do Imperial College, o principal autor do estudo.

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Não existe neste momento nenhuma vacina nem nenhum antibiótico contra esta bactéria transmitida principalmente pelos mosquitos 'Aedes aegypti' e que pode também ser transmitido sexualmente.

Como o vírus não pode infetar a mesma pessoa duas vezes devido ao sistema imunitário que produz anticorpos, a epidemia atingiu uma fase em que há muito poucas pessoas que ainda não foram infetadas para que a transmissão continue, realçam os investigadores.

"Este estudo explora todos os dados disponíveis para compreender como é que esta epidemia vai evoluir, o que permite avaliar a ameaça no futuro", concluiu o investigador.

Restrições

A Direção-Geral da Saúde em Portugal recomenda, a propósito do vírus Zika e dos Jogos Olímpicos, que as grávidas não devem viajar para o Brasil e que, se os cônjuges o fizerem, devem usar preservativo.

O campeão olímpico do salto em comprimento, o britânico Greg Rutherford, decidiu por exemplo congelar esperma antes de ir para o Rio de Janeiro por temer os efeitos do vírus.

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