Impressões vagas sobre o futuro, suspeitas de derrocada de um SNS essencial e confusão generalizada. Tudo acontece ao mesmo tempo, enquanto as 39 Unidades Locais de Saúde (ULS), que integram numa mesma entidade os cuidados prestados pelos centros de saúde e pelos hospitais, se estruturam pelo país fora.

Se não há acordo, nem que seja tácito sobre a benemerência das mudanças, por um lado é evidente, pelas rompantes e sérias manifestações de clarificação, que os profissionais de saúde precisam de um caminho transparente e mais seguro em todas as suas dimensões pessoais, grupais e societais.

Por outro, diz-se que o cidadão terá mais acesso e melhores resultados em saúde, com uma navegabilidade facilitada no sistema de saúde em níveis de cuidados, com resposta de proximidade e continuidade na assistência em saúde… Parece tudo tão bom no papel.

Talvez se tenham esquecido que o cidadão não acede frequentemente a sites complexos e apenas vinculados a órgãos do Estado, com linguagens herméticas. O cidadão é membro ativo deste processo todo e parece que foi esquecido nesta translação de competências complexas.

Sabemos que, neste momento, seria necessária uma comunicação de risco ou de crise. E os média, também aflitos nas mudanças de gestão que os incapacitam e também os despedem, não têm recebido as propostas sensatas de campanhas mediáticas inteligentes que expliquem ao cidadão o que se está a passar na saúde.

Para que, no final do dia, não continuemos a ver notícias reativas de temas como “21 horas de espera nas urgências”, é preciso montar os gabinetes de comunicação de crise e informar rapidamente o cidadão. Estancar a continuidade da confusão para que não se alastre a um povo inteiro a desesperar pela saúde.

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