Especialistas em saúde homenageiam, num livro que é hoje divulgado, o mestre em epidemiologia Constantino Sakellarides, que, nas palavras do diretor-geral da Saúde, “inspirou a mudança da saúde pública” baseada na “evidência, no conhecimento e na inovação”.

O livro “A nova saúde pública”, de “homenagem a Constantino Sakellarides”, que se jubilou por limite de idade em janeiro, é apresentado no seminário “Saúde Pública: Conhecimento, Informação e Ação”, organizado pela Escola Nacional de Saúde Pública, que decorre hoje em Lisboa.

Nascido em 1941, em Moçambique, o médico Sakellarides desempenhou vários cargos em Portugal, entre as quais diretor-geral da Saúde (1997-1999) e diretor da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa.

Para o diretor-geral da Saúde, Francisco George, Constantino Sakellarides “estimulou o pensamento e a ação da nova saúde pública baseados na evidência, no conhecimento e na inovação”.

Descreve-o como um homem que “raramente interpreta o episódio que conta”, deixando para quem ouve “a extração da moral da história”.

Ao longo do livro, de 184 páginas, vários colegas que se cruzaram com Sakellarides descrevem o seu contributo para a saúde, como a antiga ministra da Saúde Maria de Belém Roseira que o escolheu para a sua equipa, considerando-o “uma referência de saúde pública em Portugal”.

O economista de saúde Pedro Pita Barros recorda o “novo contrato social” discutido e proposto por Sakellarides que “constitui uma rutura na forma, mas não no conteúdo essencial – o seguro público – face ao anterior contrato social”.

“A definição proposta por Sakellarides é simples: ‘acordo entre membros de uma comunidade sobre as regras segundo as quais querem ser governados’”, refere no livro.

Já o médico e gestor hospitalar Adalberto Campos Fernandes assinala a batalha da saúde pública sobre as doenças transmissíveis: “A emergência de complexas realidades nosológicas fez despertar a comunidade científica para a necessidade de responder ao imprevisto e, sobretudo, ao desconhecido”.

Adalberto Campos Fernandes sublinha que uma das “prioridades fundamentais na nova saúde pública será garantir que os sistemas de saúde aprendem a conviver melhor com os diferentes tipos de incerteza e se encontram preparados para responder de forma rápida, eficiente e eficaz aos novos desafios”.

Para o médico, o principal contributo de Sakellarides é a “capacidade persistente de construir novas ideias e novos projetos, conciliando o impulso da inovação com a cultura do rigor”.

03 de junho de 2011

Fonte: Lusa/APO

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