3 de junho de 2014 - 07h01
 “Os jovens e o álcool” é o tema de um colóquio que reunirá hoje na Assembleia da República deputados, entidades estatais e especialistas nacionais e estrangeiros.
Promovido pela Assembleia da República e pela Associação Nacional de Empresas de Bebidas Espirituosas (ANEBE), o encontro visa analisar os dados mais recentes sobre o consumo de bebidas alcoólicas entre os jovens, bem como avaliar os resultados das atuais estratégias de redução de riscos, sobretudo a idade mínima para o consumo de álcool, segundo um comunicado da ANEBE.
Uma das reivindicações da ANEBE é que a interdição de venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos seja alargada a todas as bebidas.
Ao abrigo da atual Lei do Álcool – revista há perto de um ano – a venda de vinho e cerveja é permitida a maiores de 16 anos enquanto a venda de bebidas espirituosas só é autorizada a maiores de 18 anos.
Alega a associação que o “último relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre álcool e saúde demonstra claramente que o vinho e a cerveja são as bebidas alcoólicas mais consumidas em Portugal”.
Para a ANEBE, esses dados da OMS “colocam em causa a discriminação da lei atual, que apenas estabelece o limite de 18 anos para as bebidas espirituosas”.
Refere ainda que “não há álcool bom e álcool mau”, "nem diferença entre o álcool de um gin tónico, o de uma cerveja ou de um copo de vinho, pelo que o Estado ao estar a criar através de mecanimos e de política fiscal uma vantagem competitiva para os concorrentes faz com que a indústria de bebidas espirituosas pareça “uma galinha de ovos de ouro”, mas seja "uma galinha cada vez mais depenada”.
Por Lusa

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