A Purdue Pharma, que esta semana foi referida num relatório de uma senadora democrata como sendo uma das empresas farmacêuticas que alegadamente contribui para uma "epidemia de mortes" relacionadas com o consumo de medicamentos opiáceos, revelou, através do Twitter e na sua página oficial, que deixará de promover, junto dos médicos, o popular analgésico OxyContin.

Não deve ingerir estes 8 alimentos se está a tomar medicamentos
Não deve ingerir estes 8 alimentos se está a tomar medicamentos
Ver artigo

"Reestruturámos e reduzimos significativamente a nossa operação comercial, e os nossos representantes de vendas já não promoverão os opioides junto dos médicos prescritores", garante a empresa farmacêutica, uma das maiores e mais poderosas da América.

"Epidemia de mortes" na América

De acordo com o relatório da senadora de Missouri Claire McCaskil, divulgado na terça-feira, as empresas farmacêuticas que vendem alguns dos analgésicos de prescrição mais lucrativos terão contribuído para uma "epidemia de mortes" na América, relacionadas com o consumo de medicamentos opiáceos.

A senadora garante que prescrição excessiva de medicamentos para a dor terá provocado o vício de milhões de americanos, assim como uma explosão de overdoses fatais, entre as quais as dos músicos Prince e Tom Petty.

O documento, que resulta de uma investigação começada em 2017, denuncia "a capacidade da indústria de opiáceos de moldar a opinião pública" e levanta questões sobre o seu papel na "epidemia de overdoses", que terá custado "centenas de milhares de vidas americanas" nos últimos anos.

Entre 2012 e 2017, as empresas terão canalizado dez milhões de dólares para grupos de defesa, lobistas e para médicos que prescrevem o uso deste tipo de medicamentos, de acordo o relatório.

As conclusões do relatório podem reforçar centenas de ações judiciais destinadas a responsabilizar as farmacêuticas que comercializam analgésicos opioides. Segundo os acusadores, 340 mil americanos morreram desde 2000 por problemas relacionados com o consumo de medicamentos deste género.

Dez estados e dezenas de cidades e condados americanos processaram empresas como a Purdue, Endo International e Janssen Pharmaceuticals, da Johnson & Johnson, acusando-as de desencadear a epidemia ao minimizarem os riscos de dependência e overdose de analgésicos como OxyContin e Percocet.

A indústria farmacêutica é acusada de "ignorar provas" que mostravam que o uso de medicamentos deste género aumenta o risco de abstinência, abuso e dependência.

Em outubro, o presidente Donald Trump descreveu a crise de opioides como uma emergência nacional de saúde pública. Estima-se que 2,4 milhões de americanos sejam viciados em opioides, narcóticos que incluem tanto os analgésicos receitados como a heroína.

Um bocadinho de gossip por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

Subscreva a newsletter do SAPO Lifestyle.

Os temas mais inspiradores e atuais!

Ative as notificações do SAPO Lifestyle.

Não perca as últimas tendências!

Siga o SAPO nas redes sociais. Use a #SAPOlifestyle nas suas publicações.