“Em caso de doença aguda, ligue SNS24. Tem todas as informações (…), é uma questão de literacia”, afirmou Fernando Araújo, que hoje foi ouvido na Comissão Parlamentar de Saúde, a pedido do PCP, sobre o encerramento de blocos de parto na Região de Lisboa e Vale do Tejo.

O diretor executivo do SNS insistiu que a Linha SNS 24 “tem de ser a porta de entrada” no sistema e deve ser sempre “o primeiro contacto a estabelecer com a saúde”.

“Não só nos partos, é no geral, em caso de doença aguda”, acrescentou.

Questionado sobre o Nascer em Segurança no SNS – Plano Sazonal Verão 2023, que prevê que os blocos de partos dos hospitais de Santa Maria (Lisboa) e das Caldas da Rainha fechem para obras no verão e que, até setembro, 27 das 41 maternidades do país se mantenham em pleno funcionamento, Fernando Araújo disse que desde que começou a funcionar este plano tem funcionado sem falhas.

“Em 2023, o SNS teve mais partos. A região de Lisboa e Vale do Tejo teve mais partos todos os dias”, disse o responsável, adiantando que o plano tem sido executado “sem problemas” e dentro das programações previstas.

“Em 23 semanas, não houve qualquer encerramento não planeado de qualquer bloco de partos do país”, insistiu, sublinhando a importância da previsibilidade, segurança e confiança na resposta.

Disse ainda que a avaliação do plano é positiva e que esta se deverá manter ”de forma prudente e cautelosa” no verão, com uma avaliação posterior no final do ano.

Fernando Araújo sublinhou a “generosidade dos profissionais de saúde“ para que se consigam cumprir todas as escalas e destacou o trabalho em rede que tem sido feito nesta área no SNS.

O responsável disse que nesta área o plano decorre “a dois tempos”: um de curto prazo com “abordagens temporais” para evitar fechos em instituições “relevantes na prestação de cuidados de saúde, sobretudo em zonas onde não existe oferta, e outro, a médio prazo, que contempla medidas para atrair os profissionais do SNS, como a revisão de carreiras, investimentos em equipamentos e maior articulação entre cuidados de saúde primários e hospitalares.

“É seguro nascer no SNS. Não é um golpe de sorte, resulta do trabalho e do esforço de muitos profissionais a quem é preciso continuar a dar condições para continuarem a trabalhar”, afirmou.